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Política externa de Bolsonaro transformou a América do Sul em palco da disputa entre EUA, Rússia e China, diz transição

"De catalisador de processos de integração, o país passou a ser fator de instabilidade regional", diz o relatório final do gabinete do governo de transição

Ex-chanceler Mauro Vieira, que voltará ao cargo em janeiro - 11/11/2015 (Foto: Faisal Al Nasser/Reuters)

247 - O relatório final do gabinete do governo de transição afirma que o governo Bolsonaro cometeu um "erro estratégico" ao isolar a Venezuela e transformou "a América do Sul em palco da disputa geopolítica entre EUA, Rússia e China. "De catalisador de processos de integração, o país passou a ser fator de instabilidade regional", ressalta o relatório, segundo a Folha de S. Paulo

Ainda conforme a reportagem, o documento destaca que o governo Bolsonaro desestimulou a integração do Brasil com os países vizinhos, o que acabou por resultar no "desmonte da Unasul, na saída da Celac e no crescimento de forças favoráveis ao desmantelamento do Mercosul enquanto união aduaneira".  

O embaixador  Mauro Vieira, futuro chanceler do governo Lula, já afirmou que a reaproximação com os países da América Latina será uma prioridade do Itamaraty a partir do dia 1 de janeiro, quando o novo governo tomará posse.

O relatório cita, ainda, que o governo Bolsonaro promoveu uma “participação desastrada em alianças ultraconservadoras" ao se alinhar a países governados pela extrema direita, como a Polônia e Hungria, em uma aliança "cristã ocidental",  em assuntos como saúde reprodutiva e direitos das mulheres.

O documento também destaca que o governo Jair Bolsonaro deixa uma dívida de R$ 5,5 bilhões junto a organismos internacionais e que isso acarreta um “grave prejuízo à imagem do país e à sua capacidade de atuação e compromete severamente sua política externa". 

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