Politicamente, “derramaram o sangue” de uma justa

"Confio que nossos senadores reverterão esta triste página escrita ontem à noite pelos deputados. Superado este momento, a presidenta Dilma terá todas as condições de dar continuidade às políticas que fizeram do Brasil um exemplo de democracia com desenvolvimento econômico, distribuição de renda e inclusão social para todo o mundo", diz, em artigo, o ministro Edinho Silva

Brasília- DF- Brasil- 31/03/2015- A presidenta Dilma Rousseff, o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, o vice-presidente Michel Temer, o ex-presidente José Sarney e o novo ministro Edinho Silva, durante cerimônia de posse (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 31/03/2015- A presidenta Dilma Rousseff, o ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, o vice-presidente Michel Temer, o ex-presidente José Sarney e o novo ministro Edinho Silva, durante cerimônia de posse (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social

O Brasil amanheceu nesta segunda-feira menos democrático. A decisão dos deputados federais na noite de ontem, dando continuidade ao processo ilegal de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Congresso Nacional, ameaça interromper 30 anos de reconstrução da nossa democracia no Brasil.

Mas a luta pela democracia não está perdida.

Agora, o Senado Federal tem o compromisso constitucional de barrar esta manobra antidemocrática e antipopular. Certamente, todos os brasileiros que valorizam o próprio voto e ainda chamam as eleições diretas de “festa da democracia” estarão ao lado dos senadores que se posicionarem contra o golpe.

Vou continuar trabalhando em defesa do voto popular e da verdade. É também o que fará a presidenta. Dilma Rousseff acredita nas causas pelas quais lutou toda a vida e irá até o fim para registrar na história que, em nenhum momento, se acovardou. E eu estarei ao lado dela nesta luta.

A presidenta Dilma é uma mulher honrada e não cometeu nenhum crime de responsabilidade que justifique seu afastamento do cargo para o qual foi eleita por mais de 54 milhões de brasileiros. O relatório que embasou o processo de admissibilidade do impeachment na Câmara dos Deputados é falho e serviu apenas como pretexto para este atentado contra o voto popular.

Confio que nossos senadores reverterão esta triste página escrita ontem à noite pelos deputados. Superado este momento, a presidenta Dilma terá todas as condições de dar continuidade às políticas que fizeram do Brasil um exemplo de democracia com desenvolvimento econômico, distribuição de renda e inclusão social para todo o mundo.

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