População rejeita privatização da educação de Bolsonaro-Weintraub e quer ensino público e gratuito

Pesquisa Datafolha é taxativa: esmagadora maioria da população brasileira quer ensino público e gratuito em todos os níveis e rejeita os planos de privatização da educação do governo Bolsonaro. No caso do ensino fundamental, 79% querem ensino público e gratuito

Bolsonaro Weintraub escola educação
Bolsonaro Weintraub escola educação (Foto: Agencia Brasil)
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247 - Chegam a ser surpreendentes os índices de adesão da população brasileira ao ensino público e gratuito universal na pesquisa Datafolha divulga neste domingo. São anos de defesa da privatização da educação pelas mídias conservadora, agora uma política do governo Bolsonaro. Mas os números são definitivos: 70% querem ensino público e gratuito no caso das creches, 79% no do ensino fundamental e médio e 67% no do ensino superior.

A proporção dos que defendem a privatização e a cobrança de mensalidades no ensiono varia de 18% no caso do nível fundamental e médio a 28% e 29% no caso das creches e do superior.

Foram realizadas para a pesquisa 2.948 entrevistas em todo o Brasil nos dias 5 e 6 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O apoio à oferta de educação universal gratuita é majoritário para todos os níveis de ensino e aparece em todos os recortes do levantamento: por cor, gênero, escolaridade, idade, ocupação, região, religião, renda, porte do município, partido de preferência, avaliação do governo Jair Bolsonaro, confiança no presidente e autoclassificação política.

Em alguns segmentos, porém, a defesa da gratuidade apenas para os que não podem pagar é maior do que a média, ainda que minoritária. Entre eles estão o dos menos escolarizados, o dos mais pobres, o dos mais velhos e o dos que se dizem à direita no espectro ideológico.

Mesmo entre as pessoas que se dizem à direita no espetro político o apoio ao ensino público e gratuito é amplamente majortário: 61%. No caso das pessoas que se dizem de esquerda, o percentual é de 67%.  As pessoas que se autodefinem como de centro-esquerda e de centro são as que expressam maior apoio à gratuidade universal (73%).

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