Por um Rio sem armas

Populao e OAB se mobilizam pelo desarmamento aps o massacre do Realengo

Cassius Oliveira_247 - Doze bandeiras manchadas com tinta vermelha. Esta foi a cena que cobriu as areias da praia de Copacabana na tarde de domingo. O protesto, feito pela ONG Rio de Paz, tem como objetivo pedir um combate mais efetivo do comércio de armas no Brasil. O coordenador da ONG, Antônio Carlos Costa, diz que a ideia do ato é criar um novo debate entre as autoridades e a sociedade referente ao desarmamento da população. A manifestação responde ao Massacre do Realengo e teve voluntários segurando cartazes com nomes das vítimas.

Neste domingo, a Ordem dos Advogados do Brasil fez uma homenagem ao massacre com um minuto de silêncio antes de iniciar sua seção plenária pela manhã, e defendeu a retomada da discussão sobre o desarmamento no Brasil. Para o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, o caso deve servir de reflexão para os riscos que a população corre com o livre acesso de cidadãos as armas de fogo.

“Uma tragédia como essa, infelizmente, acaba servindo de lição, por conta da facilidade com que se consegue adquirir armas no Brasil. Esse rapaz não era membro de quadrilha, não era do crime organizado, era um descontrolado que tinha acesso com facilidade a uma arma”, disse Wadih Damous.

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