Presidente da UNE: Bolsonaro fala em invadir a Venezuela, mas não enfrenta um protesto

Marianna Dias explica como ocorreu o ato que fez o presidente cancelar sua agenda na Universidade Mackenzie, em São Paulo, e ironiza: "Bolsonaro fala sobre invadir a Venezuela, mas não enfrenta nem um protesto"; à TV 247, ela também informa que que o próximo período será de "intensa mobilização dos estudantes"; "Vamos passar em muita sala de aula e explicar a importância dos estudantes se organizarem", diz; assista

Presidente da UNE: Bolsonaro fala em invadir a Venezuela, mas não enfrenta um protesto
Presidente da UNE: Bolsonaro fala em invadir a Venezuela, mas não enfrenta um protesto

247 - Centenas de estudantes em um escracho contra o presidente da República, que imediatamente cancela sua agenda para não ter que enfrentar a oposição. Esse foi o cenário estabelecido na última quarta-feira (27), na Universidade Mackenzie (SP), onde os alunos, com o apoio de entidades estudantis, promoveram um protesto contra as medidas antidemocráticas do capitão reformado.

Para falar mais sobre a resistência estudantil contra as arbitrariedades do governo, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi aos estúdios da TV 247 na quinta-feira (28), e ironizou a postura do presidente. "Bolsonaro promete que vai invadir a Venezuela, mas não entra em uma universidade pois está ocorrendo um protesto pacífico de estudantes", constata a jovem. 

O protesto

Marianna explica que o escracho na universidade em nenhum momento tentou “trancar as portas da universidade para Bolsonaro não entrar”, mas sim deixar claro "que os estudantes não o consideram bem-vindo por conta das coisas que ele fala a respeito da universidade”. "Principalmente após sua declaração a respeito das comemorações do dia 31 de março [data que ocorreu o golpe de Estado]", completa. 

O que disse Bolsonaro

Recentemente, o capitão reformando declarou que que tentará "aparar" as universidades, em uma crítica ao estado dos centros acadêmicos. “As universidades aqui, pelo amor de Deus, uma parte considerável delas é dinheiro jogado fora — criticou. "Olha o centro acadêmico, é tanta besteira que a gente vê, tem que ir na UNB em Brasília, fui lá em Santa Catarina, era maconha, era camisinha, preservativo no chão, cachaça na geladeira, tudo pichado, parecia um ninho de rato”, disse.

A presidente da UNE esclarece que as universidades “são espaços de produção de conhecimento onde as pessoas entram em contato com o movimento estudantil” e também “elevam seus pensamentos críticos”.

“Por isso, se Bolsonaro quer ir em uma universidade, ele precisa entender que ali também é um local de protesto. Mas ele não entendeu isso”, aponta.

A líder estudantil considera "que, aos poucos, o povo percebe que Bolsonaro foi um péssimo negócio para o País" e diz que a "reação dos estudantes da Mackenzie irá se espalhar para outras universidades". "Por mais que o momento seja complexo, é possível vencer as ideias dessa presidente", acredita. 

Marianna elucida que "a UNE está em preparação para promover o seu Congresso" e "que os próximos dois meses serão dedicados para mobilizar os estudantes para o fórum, que irá ocorrer em julho".

"A presença do movimento estudantil nas universidades será grande e o próximo período contará com muita mobilização e passagens em sala de aula", conclui. 

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