Barroso contesta Bolsonaro e diz que voto impresso seria retrocesso “como comprar videocassete”

Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, contestou a proposta de Jair Bolsonaro de implantar o voto impresso no país, inspirado nas eleições dos EUA. Ele defendeu que "as urnas eletrônicas são confiáveis"

(Foto: Nelson Jr./STF | Wilson Dias/Agência Brasil)
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247 - Um dia após o presidente Jair Bolsonaro defender a adoção do voto impresso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a chamar a proposta de "retrocesso". 

Barroso defendeu que "as urnas eletrônicas são confiáveis". A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante o 8º Fórum Liberdade e Democracia, em Vitória (ES). Barroso atuou como observador nas eleições dos Estados Unidos.

“Retornar ao voto impresso é um retrocesso, é como comprar um videocassete. Meu único incômodo com as urnas é o custo delas. Temos 500 mil, custa R4 700 milhões. A cada eleição temos que trocar 100 mil delas”, disse o ministro.

Sem citar a fala de Bolsonaro, Barroso repetiu que a época de fraudes em apurações de votos foi superada no Brasil. O presidente do TSE já havia defendido as urnas eletrônicas - embora pondere sobre seu valor elevado, informa O Estado de S.Paulo.

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