Primo de Richa pede liberdade a Gilmar Mendes

O primo do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, pediu ao ministro do STF Gilmar Mendes uma extensão da liberdade concedida ao tucano; Luiz Abi Antoun não foi preso, porque está no Líbano. Ele é alvo de mandado de prisão temporária da investigação da Operação Lava Jato sobre corrupção em concessão de rodovias federais no Paraná

Primo de Richa pede liberdade a Gilmar Mendes
Primo de Richa pede liberdade a Gilmar Mendes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O primo do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes uma extensão da liberdade concedida ao tucano. Luiz Abi Antoun não foi preso, porque está no Líbano. Ele é alvo de mandado de prisão temporária da investigação da Operação Lava Jato sobre corrupção em concessão de rodovias federais no Paraná. De acordo com as investigações, Luiz Abi era o 'caixa-geral' de arrecadação de propinas do grupo de Beto Richa. Os investigadores estimam que o grupo ligado ao ex-governador arrecadou cerca de R$ 55 milhões em propinas. 

A Lava Jato identificou dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas envolvendo o DER do Paraná: um deles era intermediado pela Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias (ABCR) e funcionava desde 1999. O outro era de propinas mensais de 2% dos valores de cada contrato vigente com os fornecedores do DER, implementado no governo estadual, a partir de 2011. Os esquemas teriam girado R$ 55 milhões em pagamento de propinas. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

No pedido ao ministro, o primo do tucano alegou que a ordem de prisão temporária é, na verdade, uma tentativa de 'camuflar' uma condução coercitiva. "A real intenção da medida não era acautelar a arrecadação de elementos probatórios, mas apenas camuflar sua tentativa de conduzir o requerente coercitivamente, expondo-o a vexame público injustificadamente, até porque lhe é constitucionalmente assegurado o direito de não prestar declarações às autoridades investigadoras", afirma a defesa do primo.

Outro lado

Em nota, o ex-governador Beto Richa afirmou que "nunca foi condescendente com desvios de qualquer natureza e é o maior interessado na investigação de quaisquer irregularidades. Beto Richa segue confiando na Justiça e tem a certeza que o devido processo legal provará sua inocência".

A ABCR disse que "está contribuindo com as autoridades no fornecimento de toda informação necessária".

O DER-PR também se pronunciou. "Por determinação da governadora Cida Borghetti, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) informam que estão colaborando com a 55ª fase da Operação Lava Jato".

"Desde abril de 2018, ambos os órgãos estão sob nova direção, que não toleram práticas de corrupção. O ex-funcionário do DER-PR Aldair Wanderley Petry, aposentado em 2014, foi exonerado do cargo em comissão na SEIL no último dia 1º de maio", diz a nota. "Em junho deste ano, por determinação da governadora Cida Borghetti, todas as concessionárias foram notificadas que os seus contratos não serão renovados. E determinou estudos sobre um novo modelo de concessão de rodovias no Paraná. A SEIL e o DER-PR permanecem à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos".

Veja agora a nota do governo do Paraná:

Em razão da Operação Integração 2, promovida pela força-tarefa Lava Jato, a assessoria de comunicação do Governo do Paraná informa que:

1 – A governadora Cida Borghetti determinou a imediata exoneração de todas as pessoas que ocupam cargos em órgãos do Estado e foram alvo de prisão ou de mandados de busca e apreensão;

2 – A governadora Cida Borghetti determinou que todos os órgãos do Estado prestem total colaboração com as investigações em curso, e que a Divisão de Combate à Corrupção, criada em abril, acompanhe e auxilie no trabalho realizado pelos órgãos federais;

3 – A governadora Cida Borghetti determinou à Controladoria Geral do Estado a imediata instauração de um processo administrativo contra todos servidores públicos – efetivos e comissionados – citados na investigação;

4 – Por determinação da governadora Cida Borghetti, em junho último, todas as empresas que administram rodovias do Estado já foram oficialmente notificadas do encerramento dos atuais contratos ao fim do prazo de concessão. O Governo do Paraná está promovendo audiências públicas para a construção de um novo modelo de concessão, em conjunto com a sociedade.

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