Prioridade de Janot é “restabelecer o diálogo”

Em entrevistas concedidas à imprensa antes de ter sido escolhido como novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot declarou que o Ministério Público está isolado da sociedade; "Ele está passando por um processo de isolamento com o Poder Legislativo, com o Poder Executivo. Com a sociedade, o problema é uma falta de uma comunicação mais direta", disse; afastado do antecessor Roberto Gurgel, que desgastou sua imagem, Janot também defende "mais transparência" na Procuradoria Geral da República

Em entrevistas concedidas à imprensa antes de ter sido escolhido como novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot declarou que o Ministério Público está isolado da sociedade; "Ele está passando por um processo de isolamento com o Poder Legislativo, com o Poder Executivo. Com a sociedade, o problema é uma falta de uma comunicação mais direta", disse; afastado do antecessor Roberto Gurgel, que desgastou sua imagem, Janot também defende "mais transparência" na Procuradoria Geral da República
Em entrevistas concedidas à imprensa antes de ter sido escolhido como novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot declarou que o Ministério Público está isolado da sociedade; "Ele está passando por um processo de isolamento com o Poder Legislativo, com o Poder Executivo. Com a sociedade, o problema é uma falta de uma comunicação mais direta", disse; afastado do antecessor Roberto Gurgel, que desgastou sua imagem, Janot também defende "mais transparência" na Procuradoria Geral da República (Foto: Gisele Federicce)
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247 – A prioridade do novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é "restabelecer o diálogo". Foi o que ele próprio definiu, numa entrevista concedida ao jornal O Globo em março deste ano, caso fosse o escolhido da presidente Dilma Rousseff para suceder Roberto Gurgel. "A instituição hoje passa por um período de isolamento institucional, e isso não é bom para ninguém. O grande desafio é restabelecer o diálogo com órgãos e os poderes da República. Depois é dar uma organização ao trabalho, de maneira que o resultado de nossa atividade possa ser mais sentido pelo público, pelo contribuinte que nos paga" disse ele na ocasião.

Na mesma entrevista, Janot defendeu mais transparência na Procuradoria Geral da República e anunciou como uma de suas principais metas a criação de Procuradorias Nacionais Móveis, uma forma de reforçar o trabalho de procuradores no comando de investigações sobre corrupção. Antes mesmo de ter seu nome escolhido para compor a lista tríplice que chegou às mãos da presidente, Rodrigo Janot, que "tem uma brilhante carreira no Ministério Público", na avaliação do Palácio do Planalto, disse também que o desvio de dinheiro público deve ser combatido incessantemente.

Janot também declarou que o Ministério Público está "isolado", numa outra entrevista, concedida à Folha de S.Paulo em abril. "Ele está passando por um processo de isolamento com o Poder Legislativo, com o Poder Executivo. Com a sociedade, o problema é uma falta de uma comunicação mais direta", declarou o então concorrente para o cargo de Gurgel, na época. Ele também afirmou que a relação de Gurgel com os senadores – Renan Calheiros e Fernando Collor protestaram contra o fato de o procurador-geral ter feito denúncias contra o atual presidente do Senado a poucos dias da eleição na Casa e de cometer irregularidades no processo de aquisição de tablets pelo Ministério Público – está inserida dentro da falta de diálogo.

"O isolamento institucional leva também ao esgarçamento das relações entre os órgãos públicos", afirma. Para o então subprocurador-geral da República, em sua gestão, Gurgel "agiu dentro daquilo que pretendeu fazer e com os propósitos que tem. Como qualquer gestão, teve erros e acertos". Quanto à crítica de centralização de processos cometida pelo antecesosr, ele acredita que "a solução é desconcentrar mesmo, ou o serviço não rende".

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