Prisão de Steve Bannon é o golpe mais duro contra o bolsonarismo

Conselheiro de Donald Trump e grande ideólogo da extrema direita no mundo, Steve Bannon é idolatrado pela família Bolsonaro, tendo se encontrado com Eduardo e Jair Bolsonaro, além de Olavo de Carvalho, em jantares nos EUA ao longo dos últimos anos, inclusive na embaixada

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução)
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247 - A prisão de Steve Bannon, ideólogo mundial da extrema direita, nesta quinta-feira (20), é o golpe mais duro contra o bolsonarismo, fortemente inspirado nas ideias nacionalista e populista, com elementos racistas e anti-imigrantes, do conselheiro de Donald Trump. Bannon foi preso acusado de fraudar centenas de milhares de doadores por meio de sua campanha para construção do muro na fronteira do México com os Estados Unidos.

Idealizador da campanha presidencial de Trump em 2016 e também da campanha pelo Brexit no Reino Unido, por meio do esquema da Cambridge Analytica, Bannon tem bastante influência na família Bolsonaro. O filho do presidente brasileiro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), se reuniu diversas vezes com Bannon e chegou a ser nomeado como representante do seu Movimento na América Latina, que tem como objetivo eleger governos de direita ao redor do mundo, como Matteo Salvini na Itália e Viktor Orbán na Hungria.

Filipe Martins, assessor de Bolsonaro, foi o responsável por articular o primeiro encontro de Eduardo Bolsonaro com Bannon, em Nova York, em agosto de 2018, reunião que lhe rendeu o apelido de “Sorocabannon” - Filipe é da cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. Depois disso, Eduardo participou de um jantar de aniversário de Bannon nos EUA em novembro do mesmo ano, quando chamou o americano de “pessoa ícone no combate ao marxismo cultural”.

Em janeiro de 2019, um jantar articulado por Bannon em Washington teve como convidado de honra o ideólogo da campanha de Bolsonaro no Brasil, Olavo de Carvalho, que mora no estado da Virgínia. Em março do ano passado, foi o momento de Jair Bolsonaro jantar com Bannon, acompanhado também de Eduardo, do chanceler Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho na residência do embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral (relembre o discurso de Bolsonaro).

Em 23 de setembro do ano passado, Eduardo, na condição de postulante ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA, voltou a se encontrar com Bannon em Nova York. Desde então, os contatos entre os dois se estreitaram, tornando o americano uma referência ainda maior para o núcleo ideológico do governo brasileiro e consequentemente para a milícia virtual do bolsonarismo.

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