Privatização na Petrobras deve ser travada após nomeação de Luna e Silva

Investidores, que esperavam que o governo instituísse a venda de setores da companhia, se preocupam com a nomeação de Joaquim Luna e Silva. O general defende "tomar pé" da gestão e a interferência do governo está no horizonte

General Joaquim Silva e Luna
General Joaquim Silva e Luna (Foto: Isac Nóbrega/Palácio do Planalto)
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247 - A nomeação do general Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras preocupa o mercado, já que ela deve travar a venda de refinarias e ações da estatal. 

Investidores temem que, apesar de o plano de venda de ativos não ter sido descartado, a sinalização por parte de Silva e Luna a favor de "tomar pé" da gestão represente uma defesa da interferência do governo em questões como a política de preços e a entrada do setor privado nos processos da companhia.

"Ninguém vai olhar um ativo com os mesmos olhos. Colocaria uma variável de risco maior. Como vou investir em um país que muda as regras? Vou botar um deságio em função do risco que o governo está impondo", afirmou Cristiano Costa, presidente da consultoria e trading de petróleo JGlobal Energy, conforme reportado no Globo.

O mercado financeiro reagiu mal à nomeação. Na última sexta-feira (19), o fundo brasileiro ETF, negociado nos Estados Unidos, caiu 3.64% após o fechamento regular do mercado. Investidores se preparam para uma queda ainda mais forte nas ações da Petrobras.

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