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Procuradoria denuncia Zelada por lavagem de dinheiro

 A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta quinta (5) denúncia contra o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas pelos crimes de evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro; segundo a Procuradoria, Zelada e o ex-diretor geral da área internacional Eduardo Musa receberam US$ 31 milhões (R$ 109,5 milhões) para favorecer a empresa americana Vantage Drilling em um contrato bilionário com a estatal; parte da propina, diz a denúncia, abasteceu o PMDB

 A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta quinta (5) denúncia contra o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas pelos crimes de evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro; segundo a Procuradoria, Zelada e o ex-diretor geral da área internacional Eduardo Musa receberam US$ 31 milhões (R$ 109,5 milhões) para favorecer a empresa americana Vantage Drilling em um contrato bilionário com a estatal; parte da propina, diz a denúncia, abasteceu o PMDB (Foto: Valter Lima)

247 - A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta quinta (5) denúncia contra o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco pessoas pelos crimes de evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria, Zelada e o ex-diretor geral da área internacional Eduardo Musa receberam US$ 31 milhões (R$ 109,5 milhões) para favorecer a empresa americana Vantage Drilling em um contrato bilionário com a estatal. Parte da propina, diz a denúncia, abasteceu o PMDB.

Além de Zelada e Musa também foram denunciados Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior, João Augusto Rezende Henriques e do executivo chinês Hsin Chi Su.

Segundo o Ministério Público Federal, Hsin e o lobista Padilha, que teve a delação premiada homologada pelo juiz Sergio Moro, teriam repassado a propina aos dirigentes da Petrobras. Raul Schimidt e Henriques teriam sido intermediários na negociação e também no repasse das propinas.

Documentos remetidos ao Brasil pelas autoridades de Mônaco, citadas na denúncia, mostram que Zelada manteve 11 milhões de euros (R$ 42 milhões) em conta não-declarada em um banco do principado. Zelada também teria mantido contas na Suíça, país que passou a investigá-lo formalmente por lavagem de dinheiro.