Propina em Pasadena era para Delcídio e operadores na Petrobras

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o operador Fernando Baiano disse que a compra da refinaria de Pasadena envolveu pagamento de US$ 15 milhões em propina. "Desse valor acertamos que ficariam 6 milhões de dólares para a área Internacional e 4 milhões de dólares para mim e para a área de Abastecimento. Foi esse o acerto feito. Do valor que o Nestor tinha a receber, ele pediu para repassar 1 milhão de dólares para o senador Delcídio Amaral", disse Baiano

Propina em Pasadena era para Delcídio e operadores na Petrobras
Propina em Pasadena era para Delcídio e operadores na Petrobras

247 - Em depoimentos ao juiz Sérgio Moro nesta semana, os delatores da operação Lava Jato Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Fernando Antonio Soares Falcão, o Fernando Baiano, afirmaram que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, envolveu pagamento de US$ 15 milhões de propinas.

Como relatam os jornalistas Fernando Brandt e Júlia Afonso, segundo Fernando Baiano, parte do dinheiro teria sido repassada ao ex-senador Delcídio do Amaral. Baiano confirmou que atuou como operador da propina paga a agentes públicos e político na compra. “Tinha um acerto de 15 milhões de dólares por parte da Astra”, afirmou o lobista.

“Definimos nesses 15 milhões que teria uma parte de 5 milhões de dólares que seria devolvida para as pessoas envolvidas na negociação por parte da Astra e sobrando 10 milhões de dólares. Desse valor acertamos que ficariam 6 milhões de dólares para a área Internacional e 4 milhões de dólares para mim e para a área de Abastecimento. Foi esse o acerto feito”, afirmou o operador.

Fernando Baiano disse que “do valor que o Nestor tinha a receber”, ele pediu para repassar “1 milhão de dólares para o senador Delcídio Amaral”.

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