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Propina era levada em malas “tipo lasanha”, diz Assad

Em depoimento em que que assumiu pela primeira vez que lavava dinheiro para empreiteiras, o empresário Adir Assad disse que costumava repassar quantias para a Delta em mala "tipo lasanha", misturadas a papéis e roupas, distribuídas em camadas; segundo o acusado, que está preso em Benfica, na zona norte do Rio, quatro mulheres ligadas à empresa iam duas vezes por semana a seu escritório, em São Paulo, para buscar a propina; elas pegavam o dinheiro, iam de avião para o Rio e entregavam na sede da empresa

Rio de Janeiro - Empresário Carlinhos Cachoeira (de preto), o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu (de branco) e o empresário Adir Assad (de jaqueta) embarcam na viatura da Polícia Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O empresário Adir Assad, que confessou pela primeira vez nesta quarta-feira (9), crimes de lavagem de dinheiro para empreiteiras, disse que costumava repassar quantias para a Delta em mala "tipo lasanha", misturadas a papéis e roupas, distribuídas em camadas. Segundo o acusado, que está preso em Benfica, na zona norte do Rio, quatro mulheres ligadas à empresa iam duas vezes por semana a seu escritório, em São Paulo, para buscar a propina. Elas pegavam o dinheiro, iam de avião para o Rio e entregavam na sede da empresa.

De acordo com Assad, cada mala - uma por viagem - levava cerca de R$ 150 mil a R$ 170 mil. O esquema teria durado pelo menos dois anos.

"A Delta que montou este esquema de transporte e que montou este grupo. Eles montaram um departamento só para pegar esse dinheiro e entregar. Esse grupo era pago com uma porcentagem do dinheiro", disse.

O empresário disse também que ele teria gerado pelo menos R$ 370 milhões em contratos fictícios para Delta e que Fernando Cavendish disse que grande parte deste valor teria ido para o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), entre 2008 e 2012.

As informações são de reportagem de Constança Rezende no UOL.