Protesto da PF pede “cabeça” de diretor Daiello

Em Brasília, integrantes da base da Polícia Federal fazem protesto por melhores salários; "atual diretor-geral só defende delegados e esquece agentes, escrivães e todos os outros", diz sindicalista; promessa é de radicalização após o dia 31, caso não haja proposta de aumento

Protesto da PF pede “cabeça” de diretor Daiello
Protesto da PF pede “cabeça” de diretor Daiello (Foto: Edição/247)

Agência Brasil – Em campanha por melhorias salariais, agentes da Polícia Federal fizeram hoje (25) um protesto em frente ao edifício-sede da PF durante o qual prometeram “radicalizar” o movimento caso não tenham resposta positiva até o fim do mês para as reivindicações. Gritando palavras de ordem, os policiais também pediram a saída do atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.

Os manifestantes se queixam de que o diretor-geral se preocupa somente com os delegados, esquecendo das demais categorias que compõem a instituição. A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou à Agência Brasil que não está se manifestando sobre o assunto.

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol- DF), Jones Borges Leal, alega que mudanças no comando da instituição vão permitir equilíbrio entre as diversas carreiras internas.

“O atual diretor-geral, Leandro Daiello, é um diretor classista que defende somente os interesses da categoria dos delegados e esquece dos agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos”, disse Leal.

O sindicalista acrescentou que a categoria aguarda até o dia 31 uma sinalização do governo sobre o plano de reestruturação, que inclui reajustes de salários e benefícios. “Vamos esperar até o dia 31 de julho, data prometida  pelo governo, para que ele nos apresente  uma proposta. Se for negativa ou não ocorra, pretendemos  radicalizar no mês que vem”, disse Leal.

Fábio Bueno, agente da Polícia Federal, disse que a categoria foi reconhecida  em 1996 por uma lei que beneficia os servidores  de nível superior. Porém, a mudança de interpretação da lei não gerou  melhorias na carreira e na remuneração. “De todos os cargos das carreiras típicas de Estado de nível superior, nós temos a  menor remuneração. Queremos  equiparação”.

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