Próximo comandante do Exército diz que militares são tratados com 'preconceito'
Em breve ocupando o lugar que hoje é do general Villas Boas, o próximo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, avalia que o período militar no Brasil foi tratado com preconceito e desinformação. Pujol, no entanto, não especifica aonde exatamente houve desinformação. Ele diz que baterá continência a Bolsonaro porque este será o comandante em chefe das Forças Armadas e não porque é um capitão
247 - Em breve ocupando o lugar que hoje é do general Villas Boas, o próximo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, avalia que o período militar no Brasil foi tratado com preconceito e desinformação. Pujol, no entanto, não especifica aonde exatamente houve desinformação. Ele diz que baterá continência a Bolsonaro porque este será o comandante em chefe das Forças Armadas e não porque é um capitão.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca pontos da entrevista com Pujol:
Sobre a polarização da cena política, Pujol afirma: "o que notamos é uma divisão do país entre uma parcela significativa da população e da opinião pública, até mesmo da imprensa, que não estava satisfeita com o que estava acontecendo no país em termos da maneira de administrar, do envolvimento de vários integrantes da administração dos diversos poderes em atos que não eram aqueles que os eleitores que os elegeram esperavam."
Sobre a relação com Bolsonaro, ele diz: "há uma preocupação tanto por parte do Executivo quando do segmento da Defesa que a gente consiga estabelecer este limite: no momento que vou bater a continência para ele, não é para o capitão Bolsonaro, mas para o presidente da República."
Pujol também comenta o pedido de "volta do regime militar" que ensejou muita preocupação na sociedade civil conectada a uma tradição mínima historiográfica: "há certo preconceito na análise do que aconteceu no Brasil nos últimos 50, 60 anos. É muito mais desinformação do que ranço. Quando a desinformação é elevada a um grau maior, chega próximo à doutrinação, de tentar influenciar o pensamento das pessoas, intensificar opiniões. Isso pode levar as pessoas a terem um preconceito, um ranço."