Queiroz depositou R$ 25 mil na conta da mulher de Flávio Bolsonaro, mas ele diz não saber de nada

Senador Flávio Bolsonaro afirmou em depoimento desconhecer depósito de R$ 25 mil que Fabrício Queiroz fez na conta de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. O depósito foi descoberto pelo MP-RJ. "Queiroz nunca depositou dinheiro na conta da minha esposa, pelo que eu saiba”, disse Flávio

Fabrício Queiroz com Flávio Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira com Flávio Bolsonaro
Fabrício Queiroz com Flávio Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira com Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou, em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), desconhecer que o ex-assessor Fabricio Queiroz tenha feito qualquer depósito na conta da sua mulher, Fernanda Bolsonaro, em agosto de 2011. Segundo dados do MP-RJ, porém, Queiroz teria feito um depósito de R$ 25 mi em dinheiro na conta bancária da esposa do parlamentar.

“Não sei a origem do dinheiro. Mas dá uma checada direitinho que eu tenho quase certeza que não deve ter nada a ver com Queiroz. Queiroz nunca depositou dinheiro na conta da minha esposa, pelo que eu saiba”, disse Flávio Bolsonaro em depoimento ao MP-RJ no último dia 7 de julho no âmbito do inquérito que apura a existência de um esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), segundo reportagem do jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (10).

No pedido de prisão preventiva de Fabricio Queiroz, os promotores já haviam apontado que o ex-assessor pagava contas pessoais do senador, como as mensalidades da escola das filhas de Flávio. O MP também investiga o pagamento de 114 boletos bancários referentes a outras mensalidades escolares e do plano de saúde cujos valores – no valor de R$ 261,6 mil - não foram debitados das contas do então deputado nem da sua mulher.

Neste domingo (9), uma outra reportagem do jornal O Globo revelou que Flávio Bolsonaro admitiu que usou R$ 86,7 mil em espécie na compra de 12 salas comerciais em um centro comercial do Rio, em 2008. O dinheiro teria sido um empréstimo feito por Jair Bolsonaro e por um irmão, que não foi identificado. O valor, segundo ele, também teria sido quitado em espécie.

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