Queiroz diz que indicou parentes de milicianos para trabalhar com Flávio Bolsonaro

Em nota, o ex-assessor endossa a história contada por Flávio Bolsonaro, que diz que Fabrício Queiroz era o responsável pelas indicações dos parentes do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega que foram trabalhar no gabinete do deputado estadual, na Alerj

Queiroz diz que indicou parentes de milicianos para trabalhar com Flávio Bolsonaro
Queiroz diz que indicou parentes de milicianos para trabalhar com Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução/SBT)

247 - Em nota emitida por seus advogados, o ex-assessor Fabrício Queiroz admitiu que indicou a mãe a mulher do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio como chefe de milícia, para trabalhar no gabinete do então deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

"Ademais, vale frisar que o Sr. Fabrício solicitou a nomeação da esposa e mãe do Sr. Adriano para exercerem atividade de assessoria no gabinete em que trabalhava, uma vez que se solidarizou com a família que passava por grande dificuldade, pois à época ele estava injustamente preso, em razão de um auto de resistência que foi, posteriormente, tipificado como homicídio, caso este que já foi julgado e todos os envolvidos devidamente inocentados", dizem os advogados de Queiroz.

A nota endossa a história contada por Flávio, também por meio de comunicado divulgado nesta terça-feira (22). Ele disse que era Queiroz o responsável pelas indicações dos parentes do miliciano que foram trabalhar no seu gabinete.

Mas apesar de Flávio e Queiroz tentarem demonstrar apenas uma relação de trabalho, Adriano e outro integrante da suposta quadrilha alvo de mandados de prisão nesta terça, também foram homenageados por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

De acordo com investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega é o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. Nesta terça (22), o policial foi alvo de um mandado de prisão por cometer homicídios há mais de uma década.

A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Raimunda também aparece no relatório do Coaf como uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta de Queiroz.

"Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro. A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão", diz Flávio na nota.

 

 

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