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“Queremos provocar uma mudança jurisprudencial”, diz promotor do MP-SP

Promotor de Justiça José Carlos Blat, um dos que pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula, diz que "parece um pedido ousado", mas que "não foi imprudência"; "Queremos provocar uma mudança jurisprudencial", justifica; questionado sobre a confusão de Engels com Hegel na peça, ele se irrita: "Vão caçar o que fazer. Vão catar coquinho"

 Promotor de Justiça José Carlos Blat (Foto: Gisele Federicce)

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247 – O promotor de Justiça José Carlos Blat, um dos que pediram a prisão preventiva do ex-presidente Lula, comentou a peça diante de tantas críticas de políticos da base e da oposição, pessoas do meio jurídico e após terem virado piada nas redes sociais.

"Não foi imprudência", rebateu. "Sei que parece um pedido ousado, mas queremos provocar uma mudança jurisprudencial", justificou. Segundo ele, o pedido de prisão preventiva está embasado no princípio da garantia da ordem pública.

Ele explica que, pela jurisprudência atual, é possível pedir prisão preventiva com base na ordem pública apenas quando o investigado destrói provas. "Mas isso é tipo penal. A garantia da ordem pública é algo muito maior", comenta. "É preciso mudar a mentalidade e voltar a restituir o respeito às instituições devidamente constituídas", diz.

Questionado sobe a confusão que os promotores fizeram na peça com Engels e Hegel, ele se irrita: "Vão caçar o que fazer. Vão catar coquinho". "É claro que nós sabemos a diferença entre Engels e Hegel. Numa peça de 200 laudas, falando de crimes essenciais, vão preferir ficar discutindo a filosofia?", questiona.

"Isso é uma tolice, é um erro material que já foi verificado e será retificado. Tudo continua como está, não há qualquer gravidade nisso", acrescentou.

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