Raquel Dodge pede Aroldo Cedraz no banco dos réus e afastado do TCU

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao ministro do STF Edson Fachin que receba a denúncia e abra ação penal contra o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz e seu filho Tiago Cedraz por suposto tráfico de influência em obras da Usina de Angra III, no Rio de Janeiro

Raquel Dodge pede Aroldo Cedraz no banco dos réus e afastado do TCU
Raquel Dodge pede Aroldo Cedraz no banco dos réus e afastado do TCU (Foto: Esq.: José Cruz - ABR / Dir.: ABR)

247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin que receba a denúncia e abra ação penal contra o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz e seu filho Tiago Cedraz por suposto tráfico de influência em obras da Usina de Angra III, no Rio de Janeiro.

Os dois são acusados de receber supostas propinas para influenciar em processos no tribunal para beneficiar o consórcio Angramon, liderado pela UTC Engenharia. A procuradora-geral também reforçou pedido cautelar para o afastamento de Aroldo Cedraz. Os relatos foram publicados no Blog do Fausto Macedo.

De acordo com a denúncia, "Tiago Cedraz  pediu propinas a Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, líder do consórcio Angramon, formado pela fusão dos consórcios Angra 3 e UNA 3, sob o pretexto de influenciar em atos a serem praticados pelo Ministro do Tribunal de Contas da União Raimundo Carreiro Silva, Relator na Corte de Contas de dois processos instaurados, em momentos distintos, em razão do processo licitatório e da execução das obras para a montagem eletromecânica da usina nuclear".

A procuradora-geral aponta que, "além da expressiva evolução patrimonial apresentada pelo acusado Tiago Cedraz, no período de 2012 a 2014, os dados bancários de ambos também comprovaram existência de relacionamento financeiro entre eles, elemento importante para a constatação de que atuavam em unidade de desígnios na prática criminosa".

"Ao contrário do que esses acusados alegam, esse relacionamento financeiro não representa criminalização indevida de relações familiares”, diz a procuradora-geral, ao rebater alegações da defesa para que a denúncia não seja recebida", disse.

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