Reforma da Previdência é irreversível com ou sem Temer, diz relator

Para o relator da reforma da Previdência, Artur Maia (PPS-BA), a aprovação do tema é "irreversível" com ou sem Temer; o parlamentar acredita que a Reforma será colocada em votação antes do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE 

Brasília - Após reunião com o ministro da casa Civil Eliseu Padilha, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia , fala com a Imprensa (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Brasília - Após reunião com o ministro da casa Civil Eliseu Padilha, o relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur Maia , fala com a Imprensa (Antônio Cruz/ Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - O deputado Artur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, afirmou na manhã desta quarta-feira (31) que a aprovação da proposta é “irreversível", independentemente da permanência ou não do presidente Michel Temer no cargo. A declaração ocorreu no Fórum Brasil Investimentos 2017, em São Paulo.

Segundo o deputado, não há como saber quando a Reforma será aprovada. O governo gostaria que isso ocorresse antes do início do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com início previsto para 6 de junho. A Câmara teme que um pedido de vista no TSE atrase o julgamento.

Maia afirma ter mais de 280 votos (são necessários 308 para aprovar a reforma. Mas a decisão de colocar o tema em votação é do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para o parlamentar baiano, a delação da JBS atrapalhou o andamento da votação na Câmara.

"Estávamos caminhando bem quando veio aquela fatídica delação naquela quarta-feira. Mas temos apoio na Câmara para aprovar a reforma porque todo mundo já percebeu que as mudanças se fazem necessárias", afirmou.

O relator da proposta apontou trechos polêmicos da reforma da Previdência que já foram alterados pelos deputados, em razão da pressão popular, e informou que a economia com as mudanças para os próximos dez anos poderá alcançar R$ 600 bilhões, ante os R$ 800 bilhões previstos pelo governo.

De acordo com Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, “a reforma trabalhista será aprovada ainda nesta semana no Senado”. No entanto, a reforma trabalhista só será votada pelo colegiado após 6 de junho, conforme um acordo costurado entre líderes na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para votar a reforma trabalhista no colegiado apenas na próxima terça-feira (6).

ur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, afirmou na manhã desta quarta-feira (31) que a aprovação da proposta em tramitação na Câmara dos Deputados é "irreversível", independentemente da permanência ou não do presidente Michel Temer no cargo.

"Tenho certeza que estamos dentro de um processo político irreversível e que a permanência ou não permanência da Presidência não significa a paralisação das reformas", afirmou, durante discurso a empresários nacionais e estrangeiros que participam do Fórum Brasil Investimentos 2017, em São Paulo.

Maia afirmou que neste momento não há condições de fazer um prognóstico de quando a reforma será aprovada na Casa. O governo gostaria que fosse antes do início do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar a chapa Dilma Rousseff e Temer, previsto para terça (6).

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