Reinaldo Azevedo denuncia o "agrotrogloditismo" na Amazônia
"Os traficantes de armas chegam ao paraíso", disse o jornalista ao comentar a precariedade da cobertura do estado sobre a Amazônia
247 - O jornalista Reinaldo Azevedo criticou, em artigo no UOL, o abandono da Amazônia, "supostamente superprotegida por militares", mas "à merce dos bandidos".
"Eis a Amazônia internacionalizada pelo crime organizado, não pelas ONGs que lá trabalham e denunciam a violação de direitos humanos", escreve.
Ele cita as modificações, feitas em 2020, no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), na lei que regula a exploração de aeroportos, e na lei que criou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo ele, a desburocratização do setor gerou duas situações graves, ao abandonar a necessidade de autorização prévia da Aeronáutica para construir aeroportos; e a necessidade de cadastro, homologação e registro, pela Aeronáutica, de aeródromos civis.
"Acima, vejo a Aeronáutica a abrir mão do controle — já precário — da construção de pistas de pouso e aeroportos. E mais grave: do transporte de explosivos e armas", prossegue.
Em um fio no Twitter, Azevedo reforçou: "Os traficantes de armas chegam ao paraíso. Pistas de pouso sem registro e transporte de material bélico sem aviso prévio. O agrotrogloditismo também foi contemplado. Acabou a regulamentação da Aeronáutica para a aplicação de inseticidas, herbicidas e desfolhadores".
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