Reinaldo Azevedo: hackers são a ‘Operação Uruguai’ de Moro

Para Azevedo, a fonte anônima do Intercept não tem relevância e se a PF estiver investigando isso é uma ação ilegal; “As informações que vieram a público são falsas ou verdadeiras? É isso que importa.”

(Foto: Foto: Reprodução)

Blog do Esmael - O jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha e da Bandnews, comparou a prisão dos supostos hackers como a desastrosa ‘Operação Uruguai’ do ministro Sérgio Moro.

A comparação foi entre a Operação Spoofing prendeu 4 pessoas na última terça (23) suspeitas de invadir o celular de Moro e outras autoridades, dentre as quais o presidente Jair Bolsonaro e a líder do governo Joice Hasselmann (PSL-SP).

“A Operação Uruguai é sinônimo de tentativa malsucedida de encobrir coisas erradas”, disse o jornalista, referindo-se à operação que tentou explicar a origem de determinados recursos financeiros usados na manutenção de Fernando Collor de Melo, então Presidente da República.

“Não deu certo, o Collor caiu. É bom que Moro e Dallagnol saibam disso”, alertou. “Operação Uruguai com organizações Tabajaras do Casseta & Planeta”, ironizou.

Para Azevedo, a fonte anônima do Intercept não tem relevância e se a PF estiver investigando isso é uma ação ilegal.

“As informações que vieram a público são falsas ou verdadeiras? É isso que importa.”

Segundo Reinaldo Azevedo, as fontes do jornalista Glenn Greenwald são anônimas e ele se recusa a falar sobre elas. A Constituição Federal assegura o sigilo da fonte e a liberdade de expressão no Brasil.

“Nem o Intercept sabe quem são as fontes porque os contatos se deram eletronicamente”, disse Azevedo. “Os hackers podem não ser as fontes ou pode. Gleen Greenwald não confirma nada”, completou.

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