Reinaldo: Moro, "o cruzado" sai pela porta dos fundos

O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que "o prestígio do ex-juiz desmorona dentro e fora do país. E, para surpresa de ninguém, há a suspeita — que o agora ministro foi incapaz de descartar — de que o Estado policial está sendo mobilizado contra quem dá a notícia"

Moro CCJ da Câmara
Moro CCJ da Câmara (Foto: Lula Marques)

247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no UOL, afirma que "Sergio Moro, ministro da Justiça, é um homem incapaz de dar respostas objetivas. É compreensível. Ele cresceu e se fez herói à margem do devido processo legal. Infelizmente, a quase totalidade da imprensa e muitas pessoas de boa-fé toleraram agressões escancaradas e contínuas à ordem legal em nome do bom propósito: combater a corrupção. As práticas ilegais começam a vir à luz. O prestígio do ex-juiz desmorona dentro e fora do país. E, para surpresa de ninguém, há a suspeita — que o agora ministro foi incapaz de descartar — de que o Estado policial está sendo mobilizado contra quem dá a notícia".

"A audiência de que participou nesta terça, em sessão conjunta de três comissões na Câmara, foi um espetáculo de diversionismo barato, a que não faltou nem mesmo a teoria do espantalho. Começo por esta".

"Incapaz de responder às evidências de práticas ilegais com as quais era confrontado, o que fez o ex-juiz? Sugeriu que as revelações que vieram a público eram uma reação dos que querem o fim das investigações e evocou os nomes de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral como pessoas que também poderiam ser beneficiadas por eventuais anulações de processos".

"Mais grave: um site afinado com a Lava Jato afirma que a PF pediu ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ainda sob o comando de Moro, que investigue se Glenn Greenwald, do site "The Intercept Brasil", recebeu depósitos atípicos em sua conta. Indagado a respeito, Moro tergiversou:


"A questão da investigação está com a Polícia Federal. Não há qualquer perseguição a jornalista e qualquer questionamento a esse respeito tem que ser feito à PF. Respeitamos a liberdade de imprensa". 

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