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Rejeição de reforma trabalhista no Senado faz governo temer novas derrotas

Planalto teme rejeição a indicado ao STF e paralisia de seus projetos no Congresso

Plenário do Senado (Foto: Marcos Oliveira - Agência Senado)

247 - O revés em uma votação importante para a agenda do Palácio do Planalto elevou o temor de que as propostas de interesse de Bolsonaro fiquem paralisadas no Congresso.

Na quarta-feira (1), o Senado impôs uma derrota ao governo e derrubou o projeto com reformas trabalhistas que eram consideradas fundamentais pelo governo Bolsonaro. 

Bolsonaro teme que seu indicado André Mendonça para ser nomeado ao STF (Supremo Tribunal Federal) seja rejeitado pelo Senado.

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que preside a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), apenas pautará a sabatina de Mendonça se tiver certeza de que ele vai perder, segundo pessoas próximas ao congressista, informa a Folha de S.Paulo.

Em sessão recente, senadores apontaram que Alcolumbre levantou a hipótese de derrubar Mendonça para enviar um recado ao Planalto.

O governo já não tem no Senado as mesmas garantias que tem na Câmara e teme que outros projetos de seu interesse que tramitam na Casa sejam rejeitados. 

Integrantes do governo consideram que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco tem dificultado o andamento de pautas de Bolsonaro por ter a pretensão de disputar a Presidência da República em 2022. 

No Senado, há propostas econômicas do governo paradas, como a privatização dos Correios e a abertura do mercado de navegação entre portos. 

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