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Relatório médico aponta aumento das crises de soluço de Bolsonaro

Documento enviado ao STF informa recorrência acima da média dos episódios nos últimos sete dias, mas indica estabilidade cardiológica do ex-presidente

Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou uma recorrência “acima da média” de crises de soluço nos últimos sete dias, de acordo com relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5). As informações foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil e integram o acompanhamento periódico exigido durante o cumprimento de sua prisão domiciliar.

O documento foi assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, responsável pelo monitoramento da saúde do ex-presidente. Segundo o relatório, a frequência dos episódios levou à manutenção de medidas específicas para o controle do quadro clínico, incluindo o uso de medicações em doses elevadas e uma dieta com baixo teor de acidez.

De acordo com o médico, apesar da intensificação das crises de soluço, Bolsonaro permanece sem alterações relevantes em sua condição cardiovascular. O relatório também aponta que a pressão arterial segue controlada e não há sinais de instabilidade cardiológica.

Relatório destaca estabilidade clínica

Ao descrever o estado de saúde do ex-presidente, o cardiologista afirmou: “O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”.

Além dos episódios de soluço, o documento menciona sintomas como fadiga leve durante esforços moderados e desconforto em movimentos do ombro direito. Também destaca a necessidade de cuidados contínuos relacionados ao equilíbrio corporal, condição descrita como crônica pela equipe médica.

O acompanhamento semanal da saúde do ex-presidente faz parte das condições estabelecidas durante o período em que ele permanece em prisão domiciliar, medida autorizada pelo STF por razões humanitárias.

Prisão domiciliar tem prazo de 90 dias

Bolsonaro cumpre prisão em casa desde 27 de março, data em que recebeu alta hospitalar após tratamento de uma broncopneumonia. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes e possui prazo determinado de 90 dias.

A decisão judicial estabelece que a pena seja cumprida integralmente na residência do ex-presidente, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. O benefício foi concedido em razão das condições de saúde apresentadas pela defesa.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro permanece submetido a uma série de restrições definidas pelo Supremo durante o período de cumprimento da pena em regime domiciliar.

Restrições e visitas autorizadas

A decisão de Alexandre de Moraes autoriza visitas permanentes dos filhos e advogados do ex-presidente, observadas as mesmas condições legais aplicáveis ao ambiente prisional. O despacho também permite acompanhamento médico contínuo sem necessidade de comunicação prévia às autoridades.

Segundo as determinações judiciais, as visitas médicas devem respeitar as normas legais e as condições previamente fixadas pelo STF para o cumprimento da prisão domiciliar.

Bolsonaro também está proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros, conforme definido na decisão que regulamenta sua permanência em casa.