Renan tenta aval do Planalto para seguir com ações contra o Judiciário

Em uma espécie de cruzada contra o Judiciário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem buscado respaldo político do Palácio do Planalto, da Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU) para as ações que tem levado adiante no Congresso contra os juízes; no fim de semana, Renan organizou encontro informal, regado a feijoada e caipirinha, para discutir o tema com Michel Temer, Rodrigo Maia e outros figurões da política

senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concede entrevista.
 
senador Renan Calheiros (PMDB-AL) concede entrevista.   (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em uma espécie de cruzada contra o Judiciário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem buscado respaldo político do Palácio do pLanalto, na  a Câmara dos Deputados e do Tribunal de Contas da União (TCU) para as ações que tem levado adiante no Congresso contra os juízes, diz reportagem de O Estado de S.Paulo

"De um encontro realizado no sábado na residência oficial do Senado e regado a feijoada e caipirinha, participaram o presidente Michel Temer; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE); o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco; o ex-presidente José Sarney; o presidente do TCU, Aroldo Cedraz; e outros dois ministros da Corte, Bruno Dantas e Vital do Rego Filho. Procuradas, as assessorias de Renan, Temer e Cedraz não se manifestaram.

As recentes movimentações de Renan contra o Judiciário foram o principal assunto do encontro. Ele instalou na quinta-feira uma comissão especial para fazer um pente-fino nos contracheques de quem fura o teto do funcionalismo. O foco são os supersalários do Judiciário e do Ministério Público. O presidente do Senado também deve anunciar nesta semana um novo relator do projeto da Lei de Abuso de Autoridade, que na prática limita a atuação de investigadores. A proposta tem sido alvo de críticas da Operação Lava Jato.

No almoço, segundo fontes, Renan, que deixa a presidência do Senado em fevereiro, ressaltou que a comissão criada para investigar os supersalários vai “incomodar muito”. Ele citou como exemplo a ser investigado o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde haveria muitos supersalários.

Também apontou como contrassenso o fato de, atualmente, a pena máxima para os magistrados ser a aposentadoria compulsória."

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