Restaurante de Cabral é o mais caro do mundo

Comandado pelo chef Alain Ducasse, o Louis XV fica em Monte Carlo, Mnaco, e l ningum entra pagando menos de 280 euros; curiosamente, o hotel tem o mesmo nome da Operao da Polcia Federal que prendeu Carlos Cachoeira, scio informal da Delta, de Fernando Cavendish

Restaurante de Cabral é o mais caro do mundo
Restaurante de Cabral é o mais caro do mundo (Foto: Divulgação)

247 – O salão é uma réplica do Palácio de Versalhes, sede da monarquia francesa em seus tempos áureos. Nele, os relógios param à meia-noite, para que os clientes saibam que, no Palácio do Prazer, o tempo é irrelevante. O que importa é se entregar às delícias da boa gastronomia. É assim que Alain Ducasse, chef mais premiado do planeta, descreve seu restaurante mais precioso: o Louis XV, no Hotel Paris de Monte Carlo, em Mônaco.

Foi lá que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, jantou ao lado do dono da Delta, Fernando Cavendish, e teve um filme divulgado pelo deputado e adversário político Anthony Garotinho (PR/RJ). De acordo com Garotinho, a “farra” de Cabral teria custado R$ 400 mil, mas é impossível saber. O menu básico do Louis XV custa 280 euros por cabeça. A conta final depende dos vinhos consumidos. E o restaurante de Alain Ducasse se vangloria de ter a mais refinada adega do mundo, com 400 mil garrafas e preciosidades como os clássicos Chateau Pétrus e Chateau Lafitte.

De acordo com a assessoria do governo do Rio de Janeiro, Cabral estava acompanhado de Fernando Cavendish, dono da Delta, mas pagou a conta com recursos próprios. O governador do Rio também afirmou que nunca negou a amizade com Cavendish – embora não misture relações privadas com negócios públicos. E disse que Garotinho teria cometido um ato de “crueldade” ao expor imagens de pessoas que já faleceram, como Jordana Cavendish, ex-mulher do empreiteiro.

Garotinho no ataque

Em seu blog, no entanto, continua no ataque. E levanta até uma curiosidade: a ação da Polícia Federal que prendeu Carlos Cachoeira e atingiu a Delta foi batizada justamente como Operação Monte Carlo, numa referência clara ao paraíso dos cassinos. Aparentemente, porque atingiu um bicheiro, Carlos Cachoeira, que se vendia como “empresário de jogos”. Mas Garotinho insinua que o nome pode ter relação com o local do encontro entre Cabral e Cavendish. O restaurante Louis XV fica no Hotel Paris de Monte Carlo.

Para um ex-diretor da Polícia Federal, Marcelo Itagiba, a operação Monte Carlo terá ainda uma nova etapa, chamada Pedra Bonita, que irá se desenrolar no Rio de Janeiro. Cavendish, por meio de seus advogados, já entrou com pedido de habeas corpus preventivo, para evitar sua prisão.

 

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