Réus se contradizem e desmentem tese do MPF sobre suposto terreno para o Instituto Lula

O dono da DAG Construtora, Demerval Gusmão, negou que o terreno do Instituto Lula foi uma forma de pagamento por contratos de R$ 75 milhões da Odebrecht junto à Petrobrás; em depoimento nesta quarta-feira (06), o empresário contradisse a versão de outras testemunhas e negou a conexão entre os contratos e esse terreno

O dono da DAG Construtora, Demerval Gusmão, negou que o terreno do Instituto Lula foi uma forma de pagamento por contratos de R$ 75 milhões da Odebrecht junto à Petrobrás; em depoimento nesta quarta-feira (06), o empresário contradisse a versão de outras testemunhas e negou a conexão entre os contratos e esse terreno
O dono da DAG Construtora, Demerval Gusmão, negou que o terreno do Instituto Lula foi uma forma de pagamento por contratos de R$ 75 milhões da Odebrecht junto à Petrobrás; em depoimento nesta quarta-feira (06), o empresário contradisse a versão de outras testemunhas e negou a conexão entre os contratos e esse terreno (Foto: Charles Nisz)

Jornal GGN - Se não trazem provas concretas ou indícios materiais, são pelo menos contraditórios os interrogatórios realizados no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, Marcelo Odebrecht e outros quatro réus sobre suposto benefício de Lula em contratos de cerca de R$ 75 milhões da Odebrecht junto à Petrobras, que teriam sido investidos em compra de terreno para a sede do Instituto Lula. 

Na manhã desta quarta-feira (06), além do próprio ex-presidente da construtora, também foram ouvidos outros réus da investigação. Entre eles, Demerval Gusmão, dono da DAG Construtora, que ao contrário do divulgaram diversos jornais, não confirmou que o terreno era destinado ao Instituto, mas que ouviu de Marcelo que teria essa finalidade.
 
Gusmão, além de ser réu junto com os demais, era amigo de Marcelo Odebrecht. Ele narrou que foi procurado por Paulo Melo, diretor da empreiteira em São Paulo e outro réu, para tratar do terreno. Melo contou que não queria aparecer como a compradora da propriedade sob o risco de inflacionarem o valor real e pedia à DAG que realizasse o trâmite. 
 
Nesta conversa, Paulo Melo explicou que o dono da DAG Construtora sairia favorecido porque se tornaria sócio do empreendimento que a Odebrecht queria construir no local, segundo o executivo. Ou seja, até então, não se falou do Instituto Lula e tampouco arrolou tal conexão.
 

 

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