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Ricardo Galvão: “Brasil perdeu protagonismo na preservação do meio ambiente”

Para o ex-diretor do Inpe, Ricardo Galvão disse que o desmatamento sob Bolsonaro foi imenso e incentivado pelo discurso do governo

Ricardo Galvão: “Brasil perdeu protagonismo na preservação do meio ambiente” (Foto: ABR)

247 -  Ricardo Galvão, físico e engenheiro, professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - exonerado depois de rebater as tentativas de Jair Bolsonaro de desqualificar os dados de desmatamento medidos pelo órgão - participou do programa Giro das Onze, da TV 247.

Galvão disse que o desmatamento florestal sob Bolsonaro foi imenso e incentivado pelo discurso do governo. 

“No governo Bolsonaro isso foi imenso. E pior que isso, embora tenha ocorrido no governo Dilma e Temer um pouco de aumento, nenhum deles teve um discurso incentivando o desmatamento. O discurso e as ações do governo Bolsonaro deram embasamento para essas pessoas que querem degradar o meio ambiente e explorar economicamente de uma forma a praticamente destruir a floresta. E também as invasões em territórios indígenas , principalmente através de mineradores, é muito triste o que nós estamos vendo”, destacou o cientista.

Segundo ele, o desmatamento tem crescido. “No ano passado atingimos o nível de desmatamento que tínhamos em 2008, cerca de 13 mil quilômetros quadrados. E a expectativa que temos para este ano é que passemos de 15 mil quilômetros quadrados de desmatamento. É terrível, pois vamos voltar a praticamente ao nível de 2007, quando o governo Lula conseguiu baixar o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados para pouco mais de 4 mil. Estamos regredindo no tempo e o Brasil está perdendo todo o protagonismo que tinha no passado com relação à preservação do meio ambiente”, frisou.

Galvão, que é pré-candidato a deputado federal no estado de São Paulo pelo partido Rede Sustentabilidade, disse que o governo não só tem uma inércia para tomar as ações necessárias para coibir o desmatamento, como incentivá com o seu discursos e lembrou ainda a imagem do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com madeira apreendida pela Polícia Federal que ele tentou liberar. “Uma ofensa para o povo brasileiro”, destacou. 

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