Ricupero: "O Brasil tinha uma marca positiva, simpática, e está destruindo tudo por nada"

"Nunca vi uma situação em que houvesse uma convergência externa e interna, com ONGs, grandes empresas e bancos”, disse o ex-ministro Rubens Ricupero sobre o aumento do desmatamento e das queimadas no país. “O Brasil tinha uma marca simpática, positiva, e agora tudo isso está sendo destruído por nada, sem ganhar nada em troca. É algo gratuito, absurdo e sem sentido”

Rubens Ricupero e incêndio no Pantanal
Rubens Ricupero e incêndio no Pantanal (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - O ex-ministro Rubens Ricupero avalia que o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia e no Pantanal durante o governo Jair Bolsonaro colocaram o Brasil diante de uma pressão interna e externa sem precedentes. “Tenho mais de 80 anos e nunca vi isso. Houve momentos, no passado, de pressões localizadas. Nunca vi uma situação em que houvesse uma convergência externa e interna, com ONGs, grandes empresas e bancos”, afirmou Ricupero ao jornal O Globo

A declaração vem na esteira da união de 230 Organizações Não Governamentais (ONGs) e empresas para pedir que o governo Bolsonaro atue contra os problemas ambientais. Para Ricupero, os danos à imagem do Brasil podem resultar na perda de investimentos e de acesso aos mercados internacionais. “O Brasil tinha uma marca simpática, positiva, e agora tudo isso está sendo destruído por nada, sem ganhar nada em troca. É algo gratuito, absurdo e sem sentido”, disse. 

O ex-ministro também criticou a compra de um satélite por parte do Ministério da Defesa para monitorar o desmatamento. Segundo ele, as informações podem ser utilizadas para criar um “sistema paralelo” de informações. “No caso da pandemia, o governo só não conseguiu fazer isso, manipular as informações, porque a imprensa reagiu e criou um consórcio para divulgar os dados. Desconfio que querem criar um sistema próprio de monitoramento. Por que não deixar o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) à frente disso, que é reconhecido mundialmente como referência nessa área”, questionou. 

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