Rosinha, prefeita de Campos, foi alertada sobre risco

Pesquisador Arthur Soffiati disse ter sugerido ao Ministrio Pblico e prefeitura a transferncia de todos os moradores da localidade de Trs Vendas por causa das inundaes recorrentes

Rosinha, prefeita de Campos, foi alertada sobre risco
Rosinha, prefeita de Campos, foi alertada sobre risco (Foto: DIVULGAÇÃO)
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247 com Agência Estado - O pesquisador Arthur Soffiati, do Núcleo de Estudos Socioambientais da Universidade Federal Fluminense (UFF), disse hoje que propôs ao Ministério Público e à prefeita da cidade fluminense de Campos, Rosinha Garotinho (PR), em janeiro de 2009 a transferência de todos os moradores da localidade de Três Vendas para um trecho mais alto conhecido como Colina, que fica a 500 metros de distância, por causa das inundações recorrentes.

"Estão fazendo agora provisoriamente o que eu propus como solução permanente", comentou Soffiati sobre a retirada às pressas de 700 famílias que vivem na comunidade, por causa da iminência de inundação da área urbana. O pesquisador disse que foi chamado pelo MP para preparar um relatório após o rompimento do dique do Rio Muriaé ocorrido em dezembro de 2008. "Fui a uma audiência pública e quase apanhei", contou o professor. "Tentei argumentar que muitos moradores perdiam tudo todo ano e que o objetivo era evitar isso. A proposta foi corroborada pelo órgão técnico do MP, mas acabou sendo rejeitada".

Soffiati propôs que a mesma solução fosse adotada progressivamente no município de Cardoso Moreira, que tem 12 mil habitantes. "Pelo menos 80% da cidade, que também fica no leito do Rio Muriaé, costuma ficar embaixo d'água. Seria um plano de longo prazo." Para o professor, a recorrente destruição e ocupação de áreas de várzea pela água indica que a BR-356 foi construída de maneira inadequada.

"As inundações na região do Rio Muriaé são recorrentes e a estrada deveria ter sido projetada para que não sofra rompimento. A culpa não é de São Pedro", acrescentou o engenheiro geotécnico Alberto Sayão, professor da PUC-Rio e ex-presidente da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos (ABMS), lembrando que o rompimento de 2008 deveria ter servido de alerta. "A estrada não está preparada para cheias e é possível que vá romper em outros trechos. Deve ser feita uma avaliação para que seja refeita em condições adequadas".

Hoje, as cerca de 4 mil pessoas que vivem na localidade de Três Vendas precisaram abandonar suas casas às pressas para fugir de uma inundação causada pela água do rio Muriaé. Para chegar à comunidade, a água destruiu um trecho de 30 metros da rodovia BR-356, que fica a cerca de 600 metros das casas. A estrada funcionava como uma dique para represar o rio, embora, segundo o órgão que a administra, não tenha sido projetada nem adaptada para exercer essa função.

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