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Roubo histórico de metralhadoras do Exército em São Paulo resulta na responsabilização de 20 militares

Desde o roubo, 17 das 21 metralhadoras foram recuperadas. 45 militares permanecem retidos no Arsenal de Barueri

Munição (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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247 - O Exército Brasileiro informou neste domingo (22) que ao menos 20 de seus militares, incluindo oficiais, sargentos, cabos e soldados, serão responsabilizados administrativamente pelo roubo de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra em Barueri (SP). 

Em uma coletiva de imprensa, o general de brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, esclareceu que os militares em questão são acusados de negligência, e não necessariamente de envolvimento direto no crime. A punição para tal infração pode chegar a 30 dias de prisão disciplinar.

O roubo, descrito pelo general como "o maior da história do Exército", envolveu a participação interna de militares. Embora o número exato de envolvidos esteja sob sigilo, a certeza de sua participação foi reafirmada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.

No sábado (21), o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, revelou que as armas furtadas estavam sendo negociadas com facções criminosas notórias: o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Desde o roubo, 17 das 21 metralhadoras foram recuperadas.

Atualmente, 45 militares permanecem retidos no Arsenal para auxiliar nas apurações. O Exército reitera seu compromisso em esclarecer o ocorrido e punir os responsáveis. (Com informações de O Globo).