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Safatle: derrubada do governo pela greve seria processo civilizatório

O filósofo e professor da USP Vladimir Safatle afirma nesta sexta-feira, 1, que a greve dos caminhoneiros explicitou a "inanidade política" dos principais atores nacionais; "A derrubada do governo por pressão grevista seria um processo civilizatório na política brasileira, pois mostraria que nenhum governo indiferente à vontade popular absolutamente majoritária tem direito de existência. A democracia representativa precisa caminhar para a incorporação do poder destituinte efetivo da pressão popular", diz ele

O filósofo e professor da USP Vladimir Safatle afirma nesta sexta-feira, 1, que a greve dos caminhoneiros explicitou a "inanidade política" dos principais atores nacionais; "A derrubada do governo por pressão grevista seria um processo civilizatório na política brasileira, pois mostraria que nenhum governo indiferente à vontade popular absolutamente majoritária tem direito de existência. A democracia representativa precisa caminhar para a incorporação do poder destituinte efetivo da pressão popular", diz ele (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O filósofo e professor da USP Vladimir Safatle afirma nesta sexta-feira, 1, que a greve dos caminhoneiros explicitou a "inanidade política" dos principais atores nacionais. 

"Aquilo que alguns chamam de governo demonstrou sua inépcia absoluta em lidar com movimentos sociais e reivindicações populares. O que lhe resta é apelar sistematicamente às Forças Armadas na esperança de criar alguma ilusão de comando", diz ele em artigo na Folha de S. Paulo. 

"Vemos nascer um Estado tutelado no qual as Forças Armadas são o verdadeiro gestor e poder moderador a definir os limites de atuação do campo político. Aqueles que temem um golpe de Estado deveriam se dar conta de que um golpe já ocorreu. Nós já habitamos um sistema, no mínimo, híbrido de governo", avalia. 

Para Vladimir Safatle, a derrubada do governo por pressão grevista seria um processo civilizatório na política brasileira, pois mostraria que nenhum governo indiferente à vontade popular absolutamente majoritária tem direito de existência. "A democracia representativa precisa caminhar para a incorporação do poder destituinte efetivo da pressão popular", diz ele. 

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