Saída é pela mobilização popular, diz fundador do PT e líder sindical

Em entrevista à TV 247, Paulo Skromov, um dos fundadores do PT e líder sindical nos anos 60 e 70, relata o período em que foi preso e torturado durante a ditadura militar e expõe a importância da mobilização popular na luta contra o obscurantismo, representada pela acensão da extrema-direita; "Fui torturado na ditadura e temo que, com a ascensão de Bolsonaro, essa prática volte", alerta; assista

Saída é pela mobilização popular, diz fundador do PT e líder sindical
Saída é pela mobilização popular, diz fundador do PT e líder sindical (Foto: Reprodução | Adriana Valentin/Mídia NINJA)

TV 247 - "A saída é através da mobilização popular e frente antifascista". Assim defende Paulo Skromov, um dos fundadores do PT e líder sindical nos anos 60 e 70. Em entrevista à TV 247, ele relata detalhes de como foi torturado pelos militares, enquanto esteve preso, e da vida política ao lado do ex-presidente Lula.

Após décadas seguidas de lutas, Skromov afirma que continua nas trincheiras combatendo a avalanche de mentiras disparadas pela campanha de Jair Bolsonaro."É uma produção em larga escala de calúnias", denuncia. 

Ele aponta como estratégia de luta "o resgate do velho PT da mobilização popular" e a composição de "uma grande frente anti-fascista", expondo a importância da juventude nesse processo. "Eu já sou velhinho, tomos meus remédios, mas os jovens podem cumprir este papel", brinca.

Para além da mobilização, o líder sindical afirma que os trâmites jurídicos também são importantes. "É preciso pressionar o Tribunal Superior Eleitoral, processar a campanha de Bolsonaro e fortalecer a frente de juristas progressistas, nem todo mundo nesse meio é corrompido", defende.

Os anos de chumbo

Preso durante a ditadura militar,  Skromov relata como viveu sob o cárcere. "O Eduardo Jorge (PV) estava preso  junto comigo, numa solitária, encontrava-se Galvão Bueno, o locutor da Globo", conta. 

"Colocavam os presos em uma cadeira e disparavam choques elétricos. Todos nós tínhamos nossas orelhas em carne viva, o pênis, e algumas outras partes do corpo", relembra Skromov. 

Ao fazer o resgate histórico, Skromov diz temer pelo futuro. "Fui torturado na ditadura e temo que, com a ascensão de Bolsonaro, essa prática volte", alerta. 

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