Sakamoto: ao não revelar origem de vídeo pró-golpe, governo mistura público e privado
Após a divulgação no WhatsApp de um vídeo pró-Ditadura Militar (1964-1985), sem a identificação do autor, o jornalista Leonardo Sakamoto afirma que o "contribuinte tem direito de saber se aquele conteúdo foi feito com dinheiro público, quanto teria custado e quem o teria produzido"; "A separação entre o que é público e o que é privado não tem sido o forte da gestão Bolsonaro nessa área", diz
247 - Após a divulgação no WhatsApp de um vídeo pró-Ditadura Militar (1964-1985), sem a identificação do autor, o jornalista Leonardo Sakamoto afirma que o "contribuinte tem direito de saber se aquele conteúdo foi feito com dinheiro público, quanto teria custado e quem o teria produzido". "A separação entre o que é público e o que é privado não tem sido o forte da gestão Bolsonaro nessa área", diz.
"O anonimato não é uma opção, pois ele foi divulgado por canais de distribuição de informação do Estado, ou seja, pertencentes a todos nós. O PT entrou com representações na Procuradoria-Geral da República e na Controladoria-Geral da União para que o governo responda a essas indagações", continua.
O colunista do Uol reforça que "a 'nova política' de Bolsonaro já baixou decreto para dificultar o acesso a informações públicas, alterando as regras da Lei de Acesso à Informação, permitindo que mais ocupantes de cargos comissionados classificassem dados do governo como ultrassecretos e secretos – a Câmara votou contra a medida, que acabou revogada".
"Já alegou questões de 'foro íntimo' para não precisar justificar a demissão de Gustavo Bebianno diante de uma briga pública com o ministro via redes sociais e denúncias de uso de laranjais pelo seu partido, o PSL. Até foi à CIA, a O Agência Central de Inteligência norte-americana, sem que a visita estivesse na agenda oficial. Não estamos falando de fazer compras num shopping, mas de ir à CIA", acrescenta.
Leia a íntegra no Blog do Sakamoto