Sakamoto: “ministro” de Bolsonaro repete erro de Temer ao tratar de trabalho escravo

"A campanha de Jair Bolsonaro segue demonstrando incompreensão sobre o que é trabalho análogo ao de escravo e como esse crime vem sendo combatido", afirma o jornalista Leonardo Sakamoto

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247 - "A campanha de Jair Bolsonaro segue demonstrando incompreensão sobre o que é trabalho análogo ao de escravo e como esse crime vem sendo combatido", afirma o jornalista Leonardo Sakamoto. "Desta vez, Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista (UDR), um dos principais conselheiros do presidenciável, afirmou, nesta quarta (24), que empresário que 'está gerando emprego, produzindo, trabalhando, pagando imposto' não pode ser considerado 'escravagista'", acrescenta. 

De acordo com Sakamoto, "uma simples irregularidade trabalhista não é configurada como trabalho escravo. O crime é caracterizado por um conjunto de violações à dignidade ou à liberdade". "Empresário que 'está gerando emprego, produzindo, trabalhando, pagando imposto' também pode ser flagrado com trabalhadores em condição análoga à de escravo. Basta negar a liberdade ou a dignidade a parte de seus trabalhadores", continua.

"Mais de 53 mil pessoas foram resgatadas de centenas de fazendas, carvoarias, oficinas de costura, canteiros de obras, bordeis. Empresários e empresas, de anônimos a famosos, como Odebrecht, M.Officer e Cosan, já foram responsabilizados pelo governo desde 1995. Isso não tem a ver com maldade ou imoralidade, mas com economia – mais precisamente a redução de custos visando a facilitar a concorrência ou aumentar os ganhos", acrescenta.

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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