Sakamoto: quanto tempo até Paulo Guedes pedir o divórcio de Bolsonaro?

"Como o mercado gosta de um autoengano, tem entregado seu apoio ao ex-capitão, de trajetória estatista e nacionalista, por conta do avalista neoliberal (Paulo Guedes), acreditando que esse 'casamento' vai durar, ao menos, quatro anos", diz o jornalista; "Se isso que aconteceu é um sinal da estabilidade desse noivado, Guedes pode pedir o divórcio antes do fim da lua de mel"

Sakamoto: quanto tempo até Paulo Guedes pedir o divórcio de Bolsonaro?
Sakamoto: quanto tempo até Paulo Guedes pedir o divórcio de Bolsonaro? (Foto: Dir.: em cima (divulgação) / embaixo (Fabio Pozzebom - ABR))

247 - "Como o mercado gosta de um autoengano, tem entregado seu apoio ao ex-capitão, de trajetória estatista e nacionalista, por conta do avalista neoliberal, acreditando que esse 'casamento' vai durar, ao menos, quatro anos", diz o jornalista Leonardo Sakamoto, ao fazer referência ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e ao economista Paulo Guedes, da equipe do candidato. "Se isso que aconteceu hoje é um sinal da estabilidade desse noivado, Guedes pode pedir o divórcio antes do fim da lua de mel", acrescenta.

De acordo com o jornalista, "a criação de uma nova CPMF não foi a única polêmica causada pela relevação das propostas tributárias de Paulo Guedes – guru econômico de Jair Bolsonaro – a um pequeno grupo de investidores". "A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, mostrou, nesta quarta (19), que Guedes apresentou a proposta de criação de uma faixa unificada de IR de 20% – o que significaria aumentar o imposto de quem paga 7,5% (base de cálculo entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65) e 15% (entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05). E baixar quem atinge 22,5% (de R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68) e 27,5% (acima de R$ 4.664,68)", ressalta.

Sakamoto reforça que a "medida continua indo no sentido contrário do que ele mesmo defendeu na entrevista ao Estado, que é preciso tornar os impostos progressivos (quem ganha mais paga mais) e socialmente mais justos". "A discussão mais urgente seria uma atualização da tabela do Imposto de Renda, que – hoje, defasada – pune a classe média. Outra opção analisada por outras candidaturas e que foi, inclusive, alvo de discussão da atual equipe econômica do governo federal é a criação de alíquotas maiores, de 30% ou 35%, por exemplo, para quem ganha valores como R$ 30 ou R$ 40 mil/mês", afirma. "Mudanças como essas não resolvem nosso problema fiscal, mas ajudam a reduzir a percepção de que o Estado serve apenas a quem mais tem".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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