Salles culpa Lula por queimadas produzidas por fazendeiros bolsonaristas na Amazônia

"A culpa é deles que ficaram 20 anos no poder e não resolveram o problema da Amazônia!", disse o ministro Ricardo Salles, durante participação em um programa de rádio em São Paulo, nesta segunda (26), para justificar as queimadas produzidas por fazendeiros bolsonaristas que devastam a floresta amazônica há pelo menos duas semanas

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247 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participou do programa Pânico, da Rádio Jovem, nesta segunda-feira (26). ao ser lembrado que dois senadores pediram impeachment dele, o ministro resolveu culpar o governo Lula.

"A culpa é deles que ficaram 20 anos no poder e não resolveram o problema da Amazônia!", disse ele, para justificar as queimadas produzidas por fazendeiros bolsonaristas que devastam a floresta amazônica há pelo menos duas semanas.

Um grupo de 70 ruralistas articularam em grupos de WhatsApp o "Dia do Fogo" na região de Altamira, no Pará, no dia 10 de agosto passado. É esta a região que lidera o número de incêndios e desmatamentos no Brasil. A sequência de incêndios criminosos foi marcado para mostrar apoio às ideias Bolsonaro de acabar com a fiscalização do Ibama e conseguir perdão das multas pelas inúmeros infrações cometidas pelos ruralistas ao Meio Ambiente.

"Aliás, o Lula era presidente, a Marina Silva era ministra, o governador do estado do Acre... os Viana (Tião Viana), o Randolfe (Rodrigues), que é do Amapá... Toda essa turma estava lá. Com a faca e o queijo na mão. Tinham tudo. Gastaram o dinheiro com um monte de bobagem que não serve para nada, quebraram o país, uma ineficiência dandada. Corrupção de todos os jeitos. E agora a culpa é do Governo Bolsonaro? Vá arranjar outra desculpa!", discursou o minsitro, sem responder aos fatos que a falta de eficiência de sua gestão em conter a devastação da floresta.

O pedido de impeachment contra Salles foi apresentado pelos senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sob o argumento de que o ministro cometeu crime de responsabilidade em suas decisões no cargo, além de atos incompatíveis com a função, ao perseguir agentes públicos.

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