Samcil e Green Line: negócio ainda não foi fechado

ANS trata caso como prioridade e pede mais documentos segunda para aprovar a compra da carteira da primeira

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Por Rodolfo Borges

 

247, Brasília – A Green Line Sistema de Saúde apresentou, nesta segunda-feira, documentação à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para adquirir a carteira de beneficiários da Samcil e da Serma Serviços Médicos Assistenciais S/A. A ANS iniciou uma análise minuciosa dos dados apresentados pela Green Line e já demandou a entrega de complementos para a documentação fornecida. Ou seja, o aval para o negócio deve demorar um pouco mais para sair – até o início da noite de segunda-feira, não estava concluído.

 

A Green Line protocolou um documento de interesse de compra da Samcil na última sexta-feira, prazo estabelecido pela ANS para que a operadora em processo de liquidação vendesse sua carteira. “É importante ressaltar que a questão está sendo tratada com total prioridade pela ANS para que a assistência aos beneficiários seja preservada”, disse a agência em nota. Procurada pelo Brasil 247, a Green Line não respondeu à solicitação de entrevista. “Entre os requisitos para a aquisição da carteira estão a situação econômico-financeira saudável e capacidade de gestão da carteira, preservando-se os direitos dos beneficiários da Samcil”, informa a ANS.

 

Enquanto o negócio não estiver fechado, a Samcil continua responsável por seus beneficiários. “Confiando na aprovação da negociação pelo órgão regulador, as operadoras tranquilizam os associados que tão logo resolvidos os passos administrativos e burocráticos serão comunicados das providências necessárias para a continuidade do atendimento”, disseram Green Line e Samcil em nota publicada no domingo.

 

A ANS não arrisca um prazo para o fim da análise do negócio, pois outros documentos podem ser solicitados, mas ressalta a prioridade do caso. A agência instrui os beneficiários que estejam com dúvidas ou queiram fazer denúncias a ligar para o Disque-ANS (0800 701 9656) ou buscar o Fale com a ANS (www.ans.gov.br/index.php/aans/fale-com-a-ans).

 

Crise

Criada em 1960, a Samcil começou a enfrentar sérios problemas em decorrência da crise financeira internacional eclodida no segundo semestre de 2008, que levou muitos clientes pessoas jurídicas a cancelar planos de saúde. Por conta disso, a operadora viu encolher sua carteira de assistidos de cerca de 730 mil, em meados da década passada, para os atuais 198 mil. Desde o início do ano, a empresa, que perdeu cerca de 45 mil segurados entre janeiro e fevereiro, está sob intervenção branca da ANS.

 

A situação da Samcil se tornou ainda mais crítica com o suicídio de seu fundador e presidente, Luiz Roberto Silveira Pinto, de 74 anos, na segunda-feira 4 de abril. Naquela mesma semana, fecharam as portas o Hospital Mauá, na Região do ABC Paulista, e o Hospital Panamericano, na zona oeste de São Paulo, onde Silveira Pinto dava expediente e foi encontrado morto. Além disso, a operadora anunciou à época a suspensão, por tempo indeterminado, do atendimento a 22 planos conveniados.

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