Sargento da PM que pagou boleto de R$ 16 mil, diz que prestou "um favor" a Flávio Bolsonaro

Sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Diego Ambrósio, responsável pelo pagamento de um boleto de R$ 16,5 mil de um apartamento em nome de Flávio Bolsonaro, disse que o pagamento foi um “favor” ao parlamentar. Segundo ele, existe um “estardalhaço” em torno do caso

Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) concede entrevista.  \r\rFoto: Marcos Brandão/Agência Senado
Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) concede entrevista. \r\rFoto: Marcos Brandão/Agência Senado (Foto: Marcos Brandão/Agência Senado)
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247 - O sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Diego Ambrósio, responsável pelo pagamento de um boleto de R$ 16,5 mil de um apartamento em nome de Flávio Bolsonaro e que foi alvo de um mandado de busca e apreensão realizado nesta quarta-feira (18) pelo do Ministério Público estadual, disse em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, da revista Época, que o pagamento foi um “favor” a Flávio, feito durante um churrasco pelo resultado  das eleições municipais de 2016, quando o atual senador havia feito sua primeira incursão a um cargo majoritário. Na ocasião Flávio terminou a eleição em quarto lugar.

Na entrevista, Ambrósio também disse que o valor repassado para uma conta da loja de chocolates de Flávio teria sido paraa  comprade  panetones, posteriormente  distribuídos aos clientes de sua empresa de segurança. Ele disse não se lembrar do valor pago. 

Segundo ele, existe um “estardalhaço” em torno do pagamento do boleto do apartamento. “As pessoas fazem esse estardalhaço em falar que eu paguei uma conta de R$ 16 mil ganhando R$ 4 mil. Só que as pessoas esquecem que eu sou sócio de uma empresa, e a minha vida é pautada nos ganhos da minha empresa, entendeu?”, disse. 

O sargento também diz que conheceu Fabricio Queiroz, um dos pivôs do escândalo envolvendo o atual senador, e diz que ele tinha “status”. “O Queiroz tinha um status, trabalha como motorista do Flávio, da família Bolsonaro, uma família que tinha grande chance de crescer dentro da política. Você vê ele [Queiroz] com um diferencial. Nesse meio tempo, o conheci, criei vínculo de amizade como criei com o Flávio, porque a relação com Flávio e Queiroz era junto. Estavam juntos. Não tinha como chamar o Flávio e não ver o Queiroz”, disse.

Leia a íntegra da entrevista. 

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