Sarney defende sigilo apenas de documentos históricos
O presidente do Senado afirmou que foi mal interpretado sobre as declaraes que deu ontem sobre o assunto
Agência Brasil - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje que defende o sigilo apenas de documentos históricos do governo referentes à definição das fronteiras do País. Para ele, todos os demais registros da história recente do Brasil, incluindo os do período da ditadura militar e dos governos posteriores, inclusive o seu, devem ser abertos.
Sarney reclamou que foi mal interpretado nas declarações que deu ontem sobre o assunto. Ressaltou que quando usou o termo “abertura de feridas” referiu-se à possibilidade de que, a partir da divulgação de documentos históricos da delimitação das fronteiras, fossem criados problemas já superados com países como a Bolívia e o Peru.
Quanto aos documentos que dizem respeito à documentação que não trata desses assuntos, José Sarney foi enfático: “O resto pode abrir, acho que deva abrir. Na parte do meu governo está tudo aberto. Quem for à minha fundação, no Maranhão, vai ver que tem mais de quatrocentos e tantos mil documentos, e eu não tenho o menor interesse de esconder nada.”
