Secretário promete reduzir indicadores da violência em SP

Apesar da escalada de crimes violentos, Antônio Ferreira Pinto garante que os índices serão revertidos

Secretário promete reduzir indicadores da violência em SP
Secretário promete reduzir indicadores da violência em SP (Foto: Vanessa Carvalho/Folhapress)

247 – São Paulo vive uma escalada da violência, com aumento significativo de homicídios e vários outros crimes violentos, mas o secretário de Segurança Antônio Ferreira Pinto assegura que os indicadores irão melhorar (leia aqui reportagem sobre índices de violência). Leia aqui a íntegra de sua entrevista ao repórter Frederico Vasconcelos, da Folha, e confira alguns trechos:

Ataques a PMs

Tivemos uma ação enérgica da PM no combate ao crime organizado e fomos surpreendidos com esses ataques covardes a policiais militares que trabalhavam na periferia. No início, pensávamos que teria conotação com uma facção criminosa [o Primeiro Comando da Capital]. Mas pelo sistema de inteligência constatamos que não havia nenhuma conotação com a facção.

Ligação com envio de chefe do PCC a presídio de segurança máxima

Não há uma relação de causa e efeito. Sob pena de perder a credibilidade, eu não diria algo que não tenha convicção. O preso que foi transferido pretendia que houvesse uma revanche contra policiais da Rota e pediu a advogados que conseguissem o endereço de alguns policiais. Por determinação judicial, com ampla defesa, o juiz determinou a internação dele, o que aconteceu próximo aos ataques que fizeram covardemente a esses policiais na periferia. O caso em que a Rota matou aqueles seis, foi isolado. Não há um enfrentamento.

O discurso de Alckmin e o estímulo ao confronto

É evidente que, nos confrontos, o número de mortes é muito maior do lado de lá. Essa é mais ou menos a linha de raciocínio do governador, sem nenhuma preocupação de estimular confronto ou de desafio.

Polícia que mata mais em SP do que nos EUA

Quantos confrontos existem lá, qual é o índice de criminalidade num país e no outro. Essas comparações são superficiais. Aqui tem muito mais confronto do que lá. É temerário uma comparação isolada. Há um equívoco quando se fala em letalidade e resistência seguida de morte. O número de confrontos da PM no dia a dia é muito maior do que o número de resistência seguida de morte.

Rota do Maluf e a Rota do Alckmin. Quem mata mais?

A de hoje mata menos. A Rota naquela época agia com muito arbítrio, até porque tinha sempre um respaldo da Justiça Militar que era muito condescendente. Havia uma facilidade maior de praticar arbitrariedades, não havia monitoramento de câmeras. Hoje, não há espaço para uma Rota sangrenta, uma Rota arbitrária. A Rota é muito profissionalizada, sempre teve bons comandantes.

O publicitário morto pela polícia

Eu falei que foi uma ação desastrada. Até porque as técnicas de abordagem exigem determinada distância, a desproporção numérica evidenciava que era uma abordagem tranquila uma pessoa dentro do carro que poderia facilmente ser identificada. Eles saíram atirando, eu vi as imagens e atirando na cabeça, o que mostra ânimo de matar. É um dolo intenso, razão pela qual serão demitidos da Polícia Militar.

Falta de controle da PM

A PM em nenhum momento deixou de ter comando. Ela mata na proporção em que há mais policiais na rua e a possibilidade do confronto é maior.

O pedido de intervenção do MP

A pretensão é temerária e disparatada. Afirmar que houve perda de controle é, no mínimo, leviano.

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