Sem Judiciário, delação da Odebrecht é seletiva

"Gaspari tem toda razão: é estranho que a tal delação do fim do mundo da Odebrecht não tenha menção a magistrados. Ou será que por puro e doloso corporativismo, Moro e seus 'implacáveis' colaboradores do MP nada perguntaram sobre o assunto?", questiona o jornalista Ricardo Bruno, ao comentar a delação da empreiteira de Emílio Odebrecht

Brasil, S„o Paulo, SP. 16/03/2010. Emilio Odebrecht, ent„o presidente do conselho de administraÁ„o do grupo Odebrecht È visto em S„o Paulo. - CrÈdito:PAULO GIANDALIA/ESTAD√O CONTE⁄DO/AE/Codigo imagem:59313
Brasil, S„o Paulo, SP. 16/03/2010. Emilio Odebrecht, ent„o presidente do conselho de administraÁ„o do grupo Odebrecht È visto em S„o Paulo. - CrÈdito:PAULO GIANDALIA/ESTAD√O CONTE⁄DO/AE/Codigo imagem:59313 (Foto: Leonardo Attuch)

Por Ricardo Bruno, em seu Facebook

Gaspari tem toda razão: é estranho que a tal delação do fim do mundo da Odebrecht não tenha menção a magistrados. Ou será que por puro e doloso corporativismo, Moro e seus "implacáveis" colaboradores do MP nada perguntaram sobre o assunto?

Como disse a ex-ministra Eliane Calmon, "não dá para levar sério uma delaçao que não mencione um juiz sequer". 

Em outras palavras: investigações seletivas não contribuem para a efetiva transformação ética do país. Desnudam parte da ferida, preservando o lado putrefato do judiciário, que obviamente teve algum tipo de participação numa ação criminosa tão ampla e devastadora como a da empreiteira. Vários lances do gigantesco esquema da Odebrecht - entre contratos e licitações - foram decididos nos tribunais, sem que haja qualquer referência a tais fatos nas delações de seus executivos.

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