Senado contraria Bolsonaro e aumenta salário de juízes

Com 41 votos favoráveis, 16 contrários e 1 abstenção, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 7, reajuste de 16,38% no salários dos ministros do STF e do procurador-geral da República; medida contraria o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que mais cedo havia declarado que "não era o momento" de aumentar salários do Judiciário; com o reajuste, ministros do STF, que recebem R$ 33,7 mil, passarão a ganhar R$ 39,2 mil; impacto nas contas pode chegar a R$ 6 bilhões por ano graças ao chamado "efeito-cascata"

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247 - O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) um aumento de 16,38% no salários dos ministros do STF e do procurador-geral da República. Os magistrados passarão de vencimentos de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Votaram pelo aumento 41 senadores enquanto 16 foram contrários a medida. Um senador se absteve.

O projeto entrou na pauta na noite anterior em caráter de urgência, depois de estar dois anos parado na Comissão de Assuntos Econômicos da casa. Agora, falta apenas a assinatura do presidente ilegítimo Michel Temer.

Segundo estudos técnicos do Senado, o impacto nas contas públicas causado pelos reajustes pode chegar a R$ 6 bilhões por ano graças ao chamado "efeito-cascata", já que o salário dos ministros é parâmetro para os salários de todo o Judiciário, como juízes, desembargadores e membros do Ministério Público em todas as instâncias.

O último reajuste dos ministros e do Judiciário foi em 2014, quando o teto passou de R$ 29,4 para os atuais R$ 33,7 mil mensais.

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