Senador protesta contra cessão de território brasileiro por Bolsonaro para agressão à Venezuela

O senador Telmário Mota (PROS), de Roraima, enviou uma carta indignada a Jair Bolsonaro protestando contra a “visita” do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, à capital do estado, Boa Vista, onde acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fará provocações e ameaças de agressão à Venezuela

Telmário Mota, Mike Pompeo, Nicolás Maduro e Jair Bolsonaro
Telmário Mota, Mike Pompeo, Nicolás Maduro e Jair Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Reuters | Isac Nóbrega/PR)
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247 - Em tom indignado, o senador Telmário Mota, do PROS de Roraima, enviou carta a Jair Bolsonaro protestando contra a verdadeira cessão da capital do Estado, Boa Vista, para que o governo Trump realize, do território brasileiro, nova provocações e ameaças à Venezuela. Isso acontecerá com a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo a Boa Vista, nesta sexta-feira (18), segundo informa o G1.

O senador Telmário Mota considerou a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos como uma invasão: "A invasão do solo da minha Roraima pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, o ex-Diretor da CIA Mike Pompeo, ciceroneado pelo Chanceler Ernesto Araújo, para promover atos de provocação contra um país vizinho e amigo é um ato indigno, hostil, desnecessário, sem qualquer vínculo com o interesse nacional. Trata-se de mais um ato midiático voltado a promover os interesses eleitorais do Partido Republicano às vésperas das eleições naquele país. Roraima, a minha Roraima, transformada em palanque eleitoral do senhor Donald Trump é algo que eu, sinceramente, jamais imaginava que veria, não posso aceitar e não aceitarei passivamente". 

"Venho novamente à sua presença para expressar o meu profundo descontentamento com a maneira desrespeitosa e irresponsável como o Ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo trata os interesses brasileiros e de Roraima nas nossas relações com a Venezuela", escreveu ainda Telmário Mota (PROS).

O senador invocou "aspectos relevantes da longa história das relações diplomáticas do Brasil com a Venezuela, país irmão com o qual mantemos seculares e pacíficas relações econômicas, sociais e culturais" e denunciou os atos do ministro Ernesto Araújo como "totalmente estranhos à tradição da diplomacia brasileira".

“Diante desse quadro, Senhor Presidente, são preocupantes as crescentes hostilidades da parte do Chanceler Ernesto Araújo para com o governo da Venezuela. O quadro atual, que já é desfavorável aos negócios, será agravado absurda e desnecessariamente com a escalada de medidas provocativas, irresponsáveis e contrárias ao interesse nacional de parte do Chanceler: (i) participação no grotesco espetáculo de ingresso forçado de 'ajuda humanitária', (ii) esvaziamento da nossa representação diplomática pela retirada de diplomatas brasileiros com o objetivo evidente de forçar, pela via da reciprocidade, a consequente esterilização da representação diplomática designada pelo atual governo venezuelano no Brasil, (iii) expulsão dos representantes diplomáticos venezuelanos em plena pandemia do Coronavírus (impedida pela ação republicana e constitucional do Procurador Geral da República e do Supremo Tribunal Federal) e, agora, (iv) em conclusão do processo de traição ao interesse nacional por parte do Chanceler, o Itamaraty declara 'persona non grata' os representantes do governo da Venezuela, o que equivale a retirar-lhes as imunidades diplomáticas e, como efeito prático, conseguir por vias oblíquas o que o Supremo Tribunal Federal lhe impediu de fazer.”

Manifestando que sua paciência e esperança se esgotaram, o senador avisou a Jair Bolsonaro que tomará medidas "a respeito dos crimes" do ministro Ernesto Araújo contra a Nação:

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