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Serrano: denúncia contra Glenn Greenwald é terraplanismo jurídico

Para o jurista e professor Pedro Serrano, a denúncia feita pelo MPF contra o jornalista do Intercept Glenn Greenwald por suposta “invasão a celulares de autoridades” não se sustenta. “O promotor qualifica como o Glenn tendo determinada conduta, tendo orientado, comandado, e isso não simplesmente não existiu”, explicou. Assista

Glenn Greenwald e Pedro Serrano

247 - O professor e jurista Pedro Serrano falou à TV 247 sobre a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), apresentada pelo procurador Wellington Divino de Oliveira, contra o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept. Glenn é apontado na denúncia como se tivesse aconselhado o hacker que supostamente invadiu celulares de autoridades.

Serrano avaliou que o que é apontado na denúncia contra Glenn, ou seja, os conselhos dados pelo jornalista ao hacker, não aconteceram. O professor ressalta que Glenn apenas tenta preservar o sigilo de sua fonte, como é seu dever. “Fiquei impressionado com o nível de desejo do promotor de que eles tivessem dito coisas que eles não disseram. O promotor qualifica como o Glenn tendo determinada conduta, tendo orientado, comandado, e isso simplesmente não existiu. Na hora que o hacker fala com o Glenn sobre fazer novos hackeamentos, ele o desaconselha, em nenhum momento ele determinou conduta. Ele ouviu meras cogitações, e ele deixa muito claro no diálogo de que ele não tem condição de ficar orientando se deve ou não fazer as coisas. Ele só toma cuidado no diálogo, dá para ver, com a questão da preservação do sigilo de fonte”.

Para o jurista, a denúncia não se sustenta e se trata de um caso de “terraplanismo jurídico”. “A denúncia imputa condutas ao Glenn, aponta como tendo como base o diálogo e quando você vai ler o diálogo ele não diz aquilo. É o que eu chamo de terraplanismo jurídico, é você olhar para uma mesa e chamar de elefante, é o típico diálogo alienado”.

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