Só faltava essa: servidores ameaçam parar STF antes da Ação 470

Funcionários da Justiça escolheram a véspera do julgamento do mensalão, aguardado com grande expectativa pelo mundo político, para cobrar uma reposição salarial que não ocorre desde 2006; “O objetivo é que até 15 de agosto todo os funcionários do Judiciário estejam em greve", avisa sindicalista

247 - Afora toda expectativa que se criou em torno do início do julgamento da Ação 470, mais conhecida como mensalão, os funcionários do Judiciário federal se encarregaram de acrescentar ainda mais drama à questão: na tentativa de pressionar o governo a abrir uma negociação salarial, os servidores da Justiça, incluindo os funcionários do Supremo Tribunal Federal (STF), prometem cruzar os braços nesta quarta-feira, véspera do início do julgamento do mensalão.

A sinalização de greve foi confirmada na noite da segunda-feira 30 ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto, por dirigentes de três entidades sindicais. O indicativo de greve, aprovado em assembleia no dia 23 de junho, prevê a suspensão dos trabalhos nos seis tribunais superiores do país, sob a demanda de uma reposição salarial que não ocorre desde 2006.

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), José Carlos Pinto de Oliveira,diz que cerca de 20 mil trabalhadores podem suspender as atividades nesta quarta se não surgir uma proposta do Executivo. “O objetivo é que até 15 de agosto todo os funcionários do Judiciário estejam em greve. A classe solicita um aumento médio de 32,48% nos gastos de pessoal da Justiça”, disse Oliveira ao portal G1.

Questionado sobre os eventuais prejuízos que a greve poderia trazer à análise dos 38 réus do mensalão, o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Distrito Federal (Sindijus-DF), Jailton Mangueira Assis, rejeitou responsabilidade no julgamento. "Deixamos bem claro que quem faz julgamento é a magistratura. Não vamos aceitar nenhum tipo de colocação de que os servidores estão atrapalhando qualquer tipo de julgamento", disse.

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