Sônia Guajajara: nossa chapa é a união da luta do campo e da cidade

Candidata a vice-presidente pelo PSOL, na chapa de Guilherme Boulos, a líder indígena Sônia Guajajara expõe em entrevista à TV 247 que a sociedade brasileira pouco conhece suas raízes; ela também relata os desafios que seu povo enfrenta e avalia que sua candidatura já trouxe frutos, uma vez que pautou a questão indígena na mídia; em referência ao MTST, de Boulos, ela destaca as semelhanças das duas lutas por moradia, dos índios e dos sem-teto; assista

Sônia Guajajara: nossa chapa é a união da luta do campo e da cidade
Sônia Guajajara: nossa chapa é a união da luta do campo e da cidade

TV 247 - Com colares, penacho e pintura no rosto, a líder indígena Sônia Guajajara chegou ao estúdio da TV 247, nesta semana, refirmando suas origens indígenas e expondo que a sociedade brasileira pouco conhece as raízes dos povos tradicionais. Candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos, pelo PSOL, ela destaca os principais desafios de seu povo e avalia que sua chapa representa a luta da população do campo e da cidade, em referência ao MTST, liderado por Boulos. 

Nascida no Maranhão, na Terra Indígena Arariboia, Guajajara pôde estudar em Minas Gerais, quando adolescente, graças a uma ajuda oferecida a alguns jovens de sua aldeia pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Depois voltou ao Maranhão, onde fez duas graduações, Enfermagem e Letras, e depois especialização em Educação Especial. A partir de 2009, passa a se dedicar exclusivamente à pauta indígena, presidindo entidades que atuam em defesa de seu povo. 

A ativista afirma que, ultimamente, a pauta do movimento indígena ganhou maior destaque midiático. "Com a minha candidatura, ajudo também a expor esse debate", considera. 

Expondo o desconhecimento do brasileiro sobre suas próprias origens, Guajajara relata: "Quando dá vontade nós usamos cocares, penas, pintamos o rosto, as pessoas olham e levam susto. É explicita a ignorância da população em relação aos povos indígenas", lamenta. 

Ela afirma que sua chapa com Boulos passa pela luta contra a desigualdade e o enfrentamento contra os privilégios. "É preciso muita coragem para romper com esse modelo econômico atual, baseado no uso predatório da terra, isso é perverso", expõe. 

Guajajara afirma que a luta pela moradia e pelo direito à terra une o movimento indígena e o movimento urbano dos sem teto. "Essa é a semelhança, juntamos o campo e a cidade em prol de causas comuns. Temos muitas coisas em comum", defende. 

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