Sonia Guajajara sobre militares exonerados da Funai: "já vão tarde"

"Todos eles tinham uma orientação totalmente contrária à missão da Funai, que é garantir e proteger os direitos dos indígenas", afirmou ministra sobre os 54 servidores dispensados

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Sonia Guajajara e militares (Foto: ABR)


247 - A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, comemorou a exoneração de 43 chefes regionais e nacionais e 11 gestores de saúde indígena da Funai, todos militares de carreira, afirmando ainda que as dispensas foram "tardias".

“Quando a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil nos convocou para aldear a política brasileira, este chamado também incluía ocupar órgãos como a Funai e a Sesai, tão estratégicos ao movimento indígena. Por isso, afirmo com convicção que estes funcionários foram tardiamente exonerados, uma vez que todos eles tinham uma orientação totalmente contrária à missão da Funai, que é garantir e proteger nossos direitos", declarou a ministra, de acordo com a coluna Maquiavel da revista Veja.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23). O fato ocorre em meio à crise sanitária envolvendo as populações yanomami no país.

Sobre o critério que será adotado para contratar funcionários na Funai a partir da atual gestão, Guajajara frisou que “agora as indicações e nomeações serão alinhadas aos objetivos das organizações indígenas e teremos a confiança de ter pessoas que trabalham, verdadeiramente, pela proteção e promoção dos direitos indígenas.”

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