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STF lançará Constituição Federal em língua indígena no Amazonas

Idioma utilizado será a língua Nheengatu, que é conhecida como o tupi moderno

Constituição do Brasil (Foto: Divulgação/Alep/PR)

247 - A ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizará o lançamento oficial da primeira tradução oficial da Constituição Federal para uma língua indígena. O evento está programado para ocorrer na quarta-feira (19) em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. A ministra Cármen Lúcia também participará do evento. 

A tradução da Constituição foi realizada por indígenas bilíngues das regiões do Alto Rio Negro e Médio Tapajós, utilizando a língua Nheengatu, que é conhecida como o tupi moderno. O projeto é resultado de uma colaboração entre o STF, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e a Escola Superior da Magistratura do Estado do Amazonas. Além disso, conta com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional e da Academia da Língua Nheengatu.

Conforme divulgado pelo STF, essa iniciativa tem como objetivo promover os direitos dos povos indígenas, em consonância com a Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) estabelecida pelas Nações Unidas. “A nossa Constituição Cidadã de 1988 expressa os anseios da sociedade brasileira, em sua pluralidade e diversidade, formada ao longo dos séculos por grupos sociais das mais variadas origens étnicas, que lograram resistir à colonialidade e à escravidão", afirma Rosa Weber. 

Segundo a ministra, a tradução "busca efetivar a igualdade em sentido substantivo,  assegurando o acesso à informação e à justiça e permitindo que os povos indígenas conheçam os direitos, os deveres e os fundamentos éticos e políticos que dão sustentação" à democracia.

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